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Diretor da CIA foi a Moscovo com dois avisos para Putin

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Diretor da CIA foi a Moscovo com dois avisos para Putin

O diretor da CIA, John Ratcliffe, foi esta semana a Moscovo e deixou dois avisos à Rússia: não atacar países aliados dos EUA na NATO, em particular Estónia, Letónia e Lituânia, e reduzir o apoio militar e económico ao Irão, escreve o POLITICO, citando fontes conhecedoras das conversações.

A visita, que teve lugar na terça-feira, não foi anunciada e terá sido a primeira conhecida de um diretor da CIA à capital russa desde que Donald Trump regressou à Casa Branca. Aliás, a última vez que um diretor da CIA esteve em Moscovo foi em novembro de 2021. Na altura, William J. Burns foi alertar o Kremlin de que os EUA estavam cientes dos preparativos para uma invasão da Ucrânia em larga escala – o que se confirmou poucas semanas depois.

Ratcliffe deslocou-se a Moscovo numa altura em que os ataques à Ucrânia se intensificaram e a Rússia fez uma série de ameaças contra países da NATO.

"O encontro teve como principal objetivo alertar a Rússia contra qualquer ação que pudesse agravar a situação em relação aos Estados Bálticos", revelou uma das fontes do POLITICO.

O Wall Street Journal já tinha avançado que Ratcliffe deixara um aviso contra eventuais ataques a países da NATO, lembra a publicação.

Já Donald Trump, em entrevista a uma rádio, negou que o diretor da CIA tenha ido a Moscovo para convencer Vladimir Putin a não testar a NATO ou a não atacar o Reino Unido. No entanto, reconheceu que o fim do conflito esteve em cima da mesa: "Detesto desiludir as pessoas. Gostaríamos de ver a guerra com a Ucrânia chegar ao fim."

Segundo as fontes do POLITICO, Ratcliffe deixou um segundo recado. O responsável norte-americano terá pedido a Moscovo que deixe de fornecer armas e tecnologia de defesa ao Irão.

Perante a ameaça do secretário do Tesouro, Scott Bessent, de reforçar as sanções a países que se recusem a cortar laços com Teerão, Ratcliffe aconselhou a Rússia a não "reagir de forma exagerada" caso fosse afetada por estas medidas.

Moscovo terá enviado material para reforçar o arsenal iraniano de drones e poderá estar a ajudar Teerão a identificar alvos norte-americanos no Médio Oriente, aponta o POLITICO.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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