Ensino Superior. Dos 19,5 aos 9,7 valores: os cursos mais difíceis de entrar e onde ainda há vagas
A primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior voltou a colocar Engenharia Aeroespacial na Universidade do Porto no topo dos cursos mais difíceis de entrar em Portugal, de acordo com resultados divulgados neste sábado, 22 de agosto (confira lista aqui) pela DGES - Direção-Geral de Ensino Superior (DGES).
O último estudante admitido na formação da Faculdade de Engenharia da universidade nortenha conseguiu uma classificação de 19,5 valores , acima dos 19,43 registados no ano passado.
Ao todo, 49.991 estudantes conseguiram este ano uma vaga numa instituição pública, o maior número da última década, à exceção de 2020.
Foram mais 6.092 colocados do que em 2025, num concurso que recebeu 60.513 candidaturas válidas - o valor mais elevado desde 1996, excluindo os anos da pandemia , segundo análise da própria DGES.
Dos estudantes colocados, 53,6% conseguiram vaga na primeira opção e 84,5% numa das três primeiras escolhas.
O curso de Engenharia Aeroespacial confirma uma tendência dos últimos anos: além da FEUP, o curso aparece também entre os mais competitivos na Universidade do Minho, com 18,98 valores, e no Instituto Superior Técnico, com 18,6 .
Entre os primeiros lugares surgem ainda Engenharia e Gestão Industrial no Porto, com 18,65, e Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com 18,67.
Dos 19,5 aos 9,7 valores Já na outra ponta da tabela, a nota mais baixa entre os cursos que receberam estudantes foi registada em Gestão e Informática, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, com 9,7 valores .
O curso tinha 23 vagas iniciais, recebeu 16 colocados e deixou seis lugares disponíveis para a segunda fase.
Seguem-se Turismo no Politécnico de Beja e Biologia na Universidade dos Açores, ambos com 9,8 valores .
Engenharia de Sistemas de Computadores no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e Educação Ambiental e Turismo de Natureza no Politécnico de Santarém fecharam ambos nos 9,9 valores.
6.639 vagas seguem para a segunda fase Depois da primeira fase, ficaram disponíveis 6.639 vagas para a segunda fase , menos 42,3% do que no ano passado.
A maior parte está concentrada no ensino politécnico, que reúne 4.906 lugares por preencher, 74% do total , apesar de a taxa de ocupação ter subido para 77,9%.
Nas universidades, sobraram 1.733 vagas, com uma taxa de ocupação de 95,7%.
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