domingo, 11 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› 00h Barack Obama pede o reconhecimento de uma humanidade comum› Coligação liderada por Riade intercetou míssil balístico dos Huthis› José Luís Carneiro explica que o PS faz oposição ao Governo, "não ao país"› Ministra garante que pensionistas não vão perder poder de compra› "Não dá mais para viver assim": Lisboa e Porto juntam-se à onda de protestos na Europa› Ballet do Douro. Companhia vai apresentar espetáculo inspirado em Camões› FITU Cidade do Porto volta a juntar tunas de norte a sul do país› Tarde de convívio (e muita dança) junta mais de 800 idosos em Chaves› Fábrica de Vila do Conde produz 11 mil lentes oftalmológicas por dia› Projeto leva literacia financeira a escola. Crianças aprendem a poupar e saber gastar dinheiro› 00h Barack Obama pede o reconhecimento de uma humanidade comum› Coligação liderada por Riade intercetou míssil balístico dos Huthis› José Luís Carneiro explica que o PS faz oposição ao Governo, "não ao país"› Ministra garante que pensionistas não vão perder poder de compra› "Não dá mais para viver assim": Lisboa e Porto juntam-se à onda de protestos na Europa› Ballet do Douro. Companhia vai apresentar espetáculo inspirado em Camões› FITU Cidade do Porto volta a juntar tunas de norte a sul do país› Tarde de convívio (e muita dança) junta mais de 800 idosos em Chaves› Fábrica de Vila do Conde produz 11 mil lentes oftalmológicas por dia› Projeto leva literacia financeira a escola. Crianças aprendem a poupar e saber gastar dinheiro
Últimas

Um outsider “pacifista” surpreende a campanha no Brasil. Ele pode avançar em meio ao vendaval político que domina o país?

CNN Portugal ·
Um outsider “pacifista” surpreende a campanha no Brasil. Ele pode avançar em meio ao vendaval político que domina o país?

Nem todo mundo corre o risco de ser varrido pelo vendaval que tomou conta da política brasileira nas últimas semanas. Em meio à crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) e às investigações que contaminam os dois nomes favoritos à Presidência, ganhou terreno quem parecia voar abaixo do radar e tenta se mostrar imune à tempestade: o escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato do pequeno partido Avante, que tem se apresentado como um “pacificador” para um Brasil dividido.

Democracias marcadas por polarização extrema e sistemas multipartidários costumam abrir espaço para outsiders quando os polos dominantes ficam associados a escândalos ou crises institucionais. O Brasil não foge à regra, mas a própria disputa já começa a responder se a ascensão de Cury tem condições de alterar o curso da campanha.

O candidato do Avante é um dos quatro nomes que no Brasil de 2026 são genericamente chamados de “terceira via”. O termo, inspirado na linha que teve como principal porta-voz o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, refere-se a todo candidato que tenta romper a disputa polarizada no Brasil, seja qual for o espectro ideológico: na atual disputa, todos estão no campo da centro-direita ou da direita, mas no passado esse papel teve nomes da centro-esquerda.

Cury tem duas características que o colocam em vantagem em relação aos concorrentes, e ajudam a explicar a rápida ascensão com o início da campanha oficial. Primeiro, trata-se de um escritor best-seller, tanto por obras de ficção quanto por livros de autoajuda, o que lhe dá traquejo e retórica para o papel de quem se arrisca na política com boas intenções. Com seguidores nas redes contados aos milhões e alheios às bolhas eleitorais, chega a um público que não costuma acompanhar política cotidianamente.

A outra vantagem, ainda que pequena, é contar com algum espaço na propaganda eleitoral, quesito em que fica atrás de Ronaldo Caiado (PSD), mas à frente de Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), que não dispõe desse direito pelas leis eleitorais brasileiras. Além do horário eleitoral gratuito, partidos com representação mínima no Congresso são obrigatoriamente convidados para participação em entrevistas e debates em rádios e TVs abertas.

Cury fez bom uso dessas situações. Ao contrário dos Estados Unidos, onde debates entre os principais candidatos são quase um ritual obrigatório da campanha, no Brasil a participação é negociada emissora por emissora, e ausências não têm custo formal. Com isso, o primeiro encontro entre candidatos, em 23 de agosto, viu apenas metade dos concorrentes no palco.

Líder nas pesquisas, Lula (PT) discordou da presença de candidatos sem a obrigatoriedade de estarem lá, sob alegação de que isso diminuiria o “nível” do debate, e faltou ao debate. Flávio Bolsonaro (PL) adotou a estratégia de só comparecer se pudesse confrontar diretamente o petista e tampouco apareceu. E inexplicavelmente Zema também desistiu de ir, e responsabilizou Lula pela decisão.

O resultado é que, em vez de dividir o tempo de tela com os líderes da corrida, Cury teve, sozinho, boa parte de um debate de duas horas para se apresentar a um público que mal o conhecia.

Ler a notícia completa no CNN Portugal ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

Mais de CNN Portugal

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›