13h. Presidente de Arroios acusa Câmara de falhar no lixo
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Jornal da Uma, com Luís Soares. O fogo em Arganil, no distrito de Coimbra, já está dominado. Ainda assim, os meios mantêm-se no terreno, nas operações de consolidação e rescaldo.
São cerca de 450 operacionais, apoiados por 140 viaturas, também dois meios aéreos que continuam no terreno, apesar deste incêndio estar dominado desde a madrugada. A primeira estimativa aponta para uma área ardida de 600 hectares. O incêndio foi dado como dominado de madrugada, mas ainda existe o risco de reacendimentos. Junta-se a nós, em direto, o presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa. Boa tarde. Obrigado por se juntar a nós em direto. Luís Paulo Costa, mantém-se tudo calmo ainda a esta hora, depois de um dia complicado como foi o de ontem?
Sim, boa tarde. Neste momento, como acabaram por dizer agora na introdução à peça, o fogo está dominado, está em fase de resolução. Há algumas operações de rescaldo, de vigilância e de consolidação de aceiros. Mas neste momento a situação está calma.
Olha, aquilo que a Proteção Civil nos diz é que vai ser necessário manter aqui a vigilância ainda durante algum tempo. Há algum risco, nomeadamente em relação a alguma evolução da situação do vento. Essa é aquela que suscita mais preocupação, por isso também os meios se manterem no terreno e com um dispositivo muito significativo para acautelar qualquer situação adversa que se possa verificar.
Luís Paulo Costa, já tem ideia da estimativa de prejuízos no seu concelho por causa deste incêndio, que dá para perceber que foi de grande violência e que evoluiu de forma muito forte ao longo das várias horas ontem.
Sim, porque este incêndio teve aqui a circunstância de percorrer um território com grande densidade florestal, e isso objetivamente acabou também por contribuir para que o fogo tenha tido maior intensidade. Ainda assim, a área é significativa, não tem nada a ver com aquilo que aconteceu já em outras situações do passado, mas ainda assim é uma área significativa. Os prejuízos são essencialmente danos florestais. Não é fácil fazer uma quantificação daquilo que é o impacto financeiro dos prejuízos que aconteceram.
No caso do seu concelho, recorde-me, houve algumas povoações que estiveram em risco também?
O território de Arganil é eminentemente rural, ou tem pelo menos uma parte do território rural com casas muito próximas da floresta, que foi ocupando aquilo que antigamente eram espaços agrícolas, e isso naturalmente que cria aqui um fator de risco acrescido. Houve alguma preocupação, mas felizmente não aconteceu nada de crítico e de preocupante do ponto de vista de prejuízos ao nível de habitações.
Luís Paulo Costa, muito obrigado por ter estado em direto conosco, presidente da Câmara de Arganil, a fazer aqui um ponto de situação do incêndio, que já está dominado, como percebemos. As próximas horas serão ainda de vigilância e de rescaldo. De notar ainda que por causa desta onda de calor que o país atravessa, há cerca de 60 concelhos em perigo máximo de incêndio rural.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.