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O regresso da artilharia e mísseis, muitos mísseis: como vão ser as novas fragatas portuguesas

CNN Portugal ·

Em dezembro do ano passado, a CNN Portugal deu a notícia: Portugal escolheu a fragata italiana FREMM EVO para reequipar a sua Marinha. A proposta francesa do Naval Group, a FDI, que tinha sido dada como favorita, ou até vencedora, acabou por ser preterida.

Após a assinatura do acordo pelos ministros da Defesa de Portugal e Itália, em Roma, a 20 de julho, procurámos saber quais seriam as características das novas fragatas. A Marinha Portuguesa respondeu que “a configuração dos navios a adquirir por Portugal terá por base a configuração dos navios FREMM EVO atualmente em construção para a Marinha Italiana”.

Com novas informações da Armada, estamos agora em condições de indicar quais serão as principais armas e sensores dos navios portugueses, com duas grandes exceções: os mísseis antinavio e os helicópteros.

Como o seu nome indica (Fragata Europeia Multimissão), a FREMM foi concebida para desempenhar vários tipos de missões de forma muito capaz. Outros países, com mais recursos, podem dar-se ao luxo de ter navios dedicados à guerra antissubmarina ou à defesa aérea, por exemplo, mas Portugal e a grande maioria dos estados têm de fazer opções polivalentes. A Marinha tem atualmente cinco fragatas, das quais apenas quatro navegam, e não se espera que, no futuro previsível, venha a ter mais de seis. Assim sendo, precisa de navios combatentes capazes de fazer um pouco de tudo, mesmo que, em alguns casos, não muito bem.

A FREMM EVO é uma embarcação de grande porte, com pelo menos 6500 toneladas, o que lhe dá grande estabilidade em mares difíceis e amplo espaço para reconfigurações temporárias ou permanentes, presentes ou futuras. Esse tamanho e os tipos de armas e sensores de que vai dispor colocam-na mais perto da categoria dos contratorpedeiros (também conhecidos como destroyers) do que das fragatas, da qual nominalmente faz parte. Só para se ter uma ideia da diferença, as atuais fragatas da Armada têm 3200 a 3300 toneladas, ou seja, cerca de metade das FREMM EVO.

A ambição no tamanho corresponde à ambição nas capacidades. Uma das dúvidas importantes que existiam relativamente a este novo modelo era a quantidade de mísseis antiaéreos que poderia transportar. Podemos agora confirmar que as FREMM EVO da Marinha Portuguesa irão ter 32 vertical launch systems (VLS) do tipo Sylver A50. Falamos dos silos instalados debaixo do convés de onde são disparadas essas armas. As FREMM originais apenas dispõem de 16 VLS.

Neste caso, a cada VLS corresponde um míssil. No futuro, poderá haver a opção de instalar três ou quatro mísseis (por exemplo, do tipo CAMM) numa só célula, mas, para já, as fragatas terão “apenas” mísseis Aster 15, Aster 30 e Aster 30 B1NT. Estas armas têm alcances de 30, 110 e 150 quilómetros, respetivamente, e tanto podem ser usadas contra aeronaves ou mísseis.

O Aster 30 B1NT é particularmente importante porque dará a Portugal uma capacidade que nunca teve: defender-se de ataques com mísseis balísticos táticos (com alcance de cerca de 1500 quilómetros).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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