A conexão espanhola deixou supercomputador em curto-circuito
O início da temporada começou com uma derrota frente ao FC Porto na Supertaça mas com uma imagem que não ficou em nada atrás daquela que tinha sobrado da final da Taça de Portugal, o arranque da Segunda Liga trouxe outros desafios mais difíceis de ultrapassar. Mais sucesso trouxe também maiores responsabilidades. Jogar contra o Torreense não era apenas “jogar” contra o Torreense – os resultados foram mostrando isso mesmo, com apenas uma vitória diante do Benfica B e dois desaires com Farense e Vizela que colocavam a equipa no 14.º lugar da Segunda Liga. Queria isso dizer que o resto da época estava condicionado ? Nada disso – e a estreia do clube nas provas europeias era sobretudo um desafio à capacidade de fazer história.
As casas de apostas, que valem o que valem, eram um bom barómetro neste particular para se perceber que nada estava definido antes do arranque do encontro. Não havia dúvidas de que os noruegueses do Lilleström iam para a ronda inaugural da Liga Europa com algum favoritismo mas a antecipação do duelo apontava para tudo menos favas contadas , tendo em conta que também o conjunto dos arredores de Oslo disputava na derradeira temporada a Segunda Liga, subindo de escalão ao mesmo tempo que venceu a Taça (no fundo, um cenário que esteve perto de acontecer com o Torreense, que perdeu apenas no playoff com o Casa Pia). Nem tudo se resumira meramente a futebol. Ansiedade, pressão ou experiência também entravam na receita. Tudo com uma pitada de sonho que continuava a ser acalentada pela formação de Torres Vedras antes do jogo.
“Sabemos que o Lilleström tem jogadores muito competentes, que é uma equipa com algum historial nas competições europeias, mas estamos aqui para competir. Sabemos da nossa realidade, da realidade do Lilleström, mas estamos cá para competir. Vai ser um enorme desafio. Estaria a mentir se dissesse que estamos completamente tranquilos. É uma data histórica para todos nós mas quando o árbitro apitar são 11 contra 11 e lá dentro vamos ver quem é o melhor. Sabemos as diferenças e, nesta fase, sentimo-nos ansiosos, mas também tranquilos”, destacara Carlos Simões, adjunto da equipa técnica do Torreense que marcou presença na conferência oficial de antevisão por Luís Tralhão, treinador principal, não ter o nível UEFA Pro.
“Com o apoio dos seus adeptos o Lilleström quererá entrar forte e, sendo nós o underdog , vão procurar fazer os seus primeiros três pontos. É isso que esperamos mas tudo faremos para contrariar isso. Sentimos que estamos preparados. Bem sei que é uma estreia europeia para a maior parte de nós mas acredito que, no momento em que a bola começar a rolar e as coisas começarem a sair, faremos um bom jogo. Houve um computador qualquer que disse que tínhamos zero hipóteses de poder ganhar e as nossas expectativas vão por aí. Sabemos das dificuldades que vamos enfrentar, dos estádios e dos ambientes que vamos encontrar, mas estaremos prontos para competir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.