Coligação da Arábia Saudita diz ter destruído drone dos Hutis após alerta
A coligação liderada pela Arábia Saudita no Iémen anunciou ter destruído um míssil balístico disparado pelos Hutis, aliados do Irão, em direção a Riade, esta segunda-feira.
O coletivo tinha dado conta de uma potencial “ameaça hostil”, de acordo com a agência Reuters.
O alerta levou inclusive a que o jogo do Al Nassr contra o Neftchi Fargona , a contar para a segunda jornada da Liga dos Campeões asiáticos, sofresse um atraso.
Uma sirene soou na cidade, tendo os jogadores – entre eles Cristiano Ronaldo, João Félix e Samu Costa – recolhessem aos balneários, depois de já terem feito os exercícios de aquecimento.
Ao fim de cerca de 40 minutos, os jogadores de ambas as equipas regressaram ao relvado, com Cristiano Ronaldo a guiar a equipa do Al Nassr.
A atual escalada entre a Arábia Saudita - que lidera uma coligação militar anti-Huthis, em apoio ao governo iemenita internacionalmente reconhecido -, e o grupo rebelde eclodiu em meados de julho, quando os insurgentes acusaram Riade de bombardear o aeroporto da capital, Sanaa, para impedir que um avião iraniano aterrasse, embora a ação tenha sido reivindicada pelo Exército iemenita.
O porta-voz militar dos Huthis, Yahya Sarea, afirmou no domingo, também no Telegram, que os rebeldes levaram a cabo uma "operação em três fases" contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, iniciada na sexta-feira à noite, sem especificar em que consistiram as três fases nem que ataques incluíram.
A Arábia Saudita anunciou três ataques contra o aeroporto da capital desde sexta-feira, que causaram mais de 15 mortos no total e centenas de feridos.
Os Huthis, que controlam Sanaa desde 2014, reivindicaram nas últimas semanas vários ataques com drones e mísseis balísticos contra instalações civis e militares sauditas, incluindo aeroportos e infraestruturas energéticas.
Os insurgentes iemenitas não são o único grupo que lançou ataques contra o território da Arábia Saudita nos últimos meses: o maior produtor de petróleo da OPEP também tem sido alvo de vários movimentos armados pró-iranianos que têm visado infraestruturas energéticas e civis do reino árabe.
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