Diretor da CIA aterra em Moscovo numa viagem mantida em segredo
O diretor da CIA, John Ratcliffe, aterrou esta terça-feira (25 de agosto) em Moscovo para reuniões com responsáveis russos, numa viagem mantida em segredo até à chegada do responsável norte-americano à capital russa, sem confirmação oficial nem pela Casa Branca nem pelo Kremlin.
A presença de Ratcliffe foi avançada pela estação CBS News depois de ter sido identificado pelos radares de voos a aterragem de um Boeing C-17A Globemaster III da Força Aérea dos Estados Unidos, durante a manhã, ao aeroporto internacional de Vnukovo, um dos principais de Moscovo.
A aeronave partiu de Riga, capital da Letónia, de acordo com os dados do Flightradar24.
Além da chegada da aeronave foi também observada uma comitiva diplomática norte-americana nas ruas de Moscovo, de acordo com a imprensa norte-americana.
Ainda assim, nenhuma das administrações (norte-americana ou russa) confirmou a viagem ou quem seguia a bordo.
Questionado sobre a presença daquele avião em Moscovo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, limitou-se a dizer que não tinha informações.
A CIA e a Casa Branca também não comentatram ainda esta viagem.
Esta é a primeira deslocação conhecida de Ratcliffe à Rússia desde que assumiu a direção da agência de informações norte-americana, em janeiro de 2025 , e acontece numa altura em que as negociações mediadas pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra na Ucrânia continuam num impasse.
A última visita de um diretor da CIA à Rússia remonta a novembro de 2021.
Na altura, o então diretor da agência, William Burns, viajou para Moscovo e encontrou-se com altos responsáveis russos, tendo falado diretamente com Vladimir Putin para o tentar advertir contra uma invasão da Ucrânia, que seria concretizada poucos meses depois, em fevereiro de 2022.
Agora, a viagem de Ratcliffe surge numa altura em que o conflito entre Rússia e Ucrânia atravessa uma escalada de ataques de lado a lado e depois de avaliações recentes dos serviços de informações norte-americanos, divulgadas nas últimas semanas, apontarem para a possibilidade de a Rússia procurar testar ou aumentar as tensões com países europeus nos próximos tempos , incluindo através de ciberataques, ataques contra infraestruturas ou provocações militares.
Não há, contudo, qualquer indicação sobre os eventuais assunto em discussão em Moscovo e também não é conhecido se Ratcliffe se reuniu, ou se deverá reunir-se, com Vladimir Putin ou outros membros do aparelho de segurança russo.
Por enquanto, a única certeza, de acordo com a CBS News (em informação entretanto replicada por vários meios), é a viagem.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.