APDP defende aulas de culinária no currículo escolar para prevenir diabetes tipo 2
A associação considera que ensinar crianças e jovens a cozinhar, interpretar rótulos alimentares e compreender o impacto das escolhas diárias pode contribuir para uma relação mais saudável com a alimentação.
“O excesso de peso não é apenas uma questão de balança: aumenta o risco de doenças crónicas cada vez mais cedo, entre as quais a diabetes tipo 2”, alerta José Manuel Boavida, presidente da APDP.
Para o responsável, integrar a gastronomia no currículo escolar permitiria aos alunos adquirir competências práticas e desenvolver uma maior consciência alimentar.
“Reforçar a educação alimentar é dar-lhes ferramentas para cuidarem melhor da sua saúde”, sublinha.
Excesso de peso infantil preocupa A APDP fundamenta a proposta na evolução do excesso de peso infantil em Portugal.
De acordo com os dados do sistema de vigilância COSI Portugal, entre 2008 e 2022, a prevalência do excesso de peso nas crianças dos seis aos oito anos voltou a aumentar entre 2019 e 2022, depois de uma década de evolução favorável, atingindo quase 32%.
José Manuel Boavida reconhece que os dados não são recentes, mas considera que evidenciam a importância de colocar a prevenção e a educação alimentar entre as prioridades de saúde pública.
A associação alerta que o excesso de peso e a obesidade na infância podem aumentar o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 e de outras doenças crónicas, reforçando a necessidade de promover hábitos saudáveis desde cedo.
Alimentação saudável também pode ser saborosa A proposta da APDP passa por aproximar a educação alimentar da experiência quotidiana das crianças, através da aprendizagem prática e do contacto com os alimentos e a sua preparação.
A associação defende que as escolas podem desempenhar um papel importante na aquisição de competências que permitam fazer escolhas alimentares mais conscientes, contrariando a ideia de que uma alimentação saudável implica abdicar do sabor ou da diversidade gastronómica.
No âmbito do Dia Mundial da Alimentação, a APDP destaca ainda a importância de apresentar alternativas saudáveis e atrativas para as crianças, com o contributo dos profissionais de nutrição.
A iniciativa pretende, assim, reforçar a prevenção do excesso de peso e da obesidade e promover hábitos alimentares que possam acompanhar as crianças e os jovens ao longo da vida.
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