Meta admite erro que prejudicou Lula da Silva nas eleições
"A Meta não toma partido nesta ou em qualquer outra eleição", afirmou a empresa em comunicado de imprensa, classificando as acusações de favorecimento a qualquer candidato ou grupo político como "falsas e infundadas".
A declaração surge um dia depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter ordenado que a Meta garanta tratamento igualitário a ambos os candidatos até à segunda volta, marcada para 25 de outubro, sob pena de uma multa diária de 500 mil reais (quase 90 mil euros).
A decisão do juiz Marco Aurélio Bellizze foi uma resposta a uma denúncia da campanha de Lula, que acusa a plataforma de reduzir repetidamente o alcance das suas publicações e de favorecer conteúdos do seu adversário.
A Meta afirmou que os seus sistemas não classificam nem distribuem conteúdos com base na ideologia política e sustentou que as suas regras se aplicam igualmente a todos os candidatos.
A Meta afirmou que nenhum dos erros reflete uma ação política deliberada e declarou ter apresentado uma defesa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apoiada em dados técnicos.
O magistrado Bellizze observou que, para já, não existem provas suficientes para concluir que a Meta manipulou deliberadamente a distribuição de conteúdos para beneficiar ou prejudicar qualquer candidato, embora tenha considerado necessário estabelecer garantias para preservar a igualdade na disputa eleitoral.
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