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Governador do Banco de Portugal avisa que habitação é o “principal risco interno” do país

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Governador do Banco de Portugal avisa que habitação é o “principal risco interno” do país

O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, alertou esta quinta-feira que a habitação é o “principal risco interno” do país e reforçou que é preciso construir mais e apostar em mais habitação pública .

As declarações foram feitas durante a apresentação de uma análise intitulada “ Perspectives on Iberian Economic Integration”, que também contou com a presença do governador do Banco de Espanha, José Luis Escrivá.

O governador recusou detalhar medidas , tanto de curto prazo, como de longo prazo, defendendo que o trabalho do supervisor “é mostrar os dados e estudar, não entramos em debate político” .

Justificou ter colocado os holofotes sobre o tema da habitação desde que tomou posse por identificar como um dos principais riscos económicos em Portugal .

“Temos vindo a reiterar que as soluções têm de vir do lado da oferta, construir muito mais, e, por outro lado, como a nível internacional continuamos a ter uma habitação pública abaixo da OCDE , temos de trabalhar na habitação pública “, explicou.

Reconheceu que resolver este problema “ demora tempo “, mas que “ o importante é todos darmos conta do que está a acontecer “.

Espanha tem 25% das posições financeiras de Portugal no euro Ler Mais Questionado sobre se este é também um tema que preocupa os bancos centrais do ponto da vista da estabilidade financeira, Álvaro Santos Pereira afirmou que “ a habitação não é um tema de estabilidade financeira, é um problema social e económico e uma preocupação grande de muitas famílias “.

Disse ainda entender “a luta política , mas isto é mesmo um desafio enorme para muita gente”.

O homólogo espanhol alinhou pela mesma leitura.

“ Já analisámos este assunto do ponto de vista da estabilidade financeira, e so far so good “, disse José Luis Escrivá.

O governador do Banco de Espanha explicou que a situação é muito diferente, incluindo ao nível do endividamento das famílias, ao que aconteceu na crise de 2010.

“Estamos a analisar, mas não é uma fonte de preocupação.

Não estamos ainda nos níveis da bolha anterior, em 2010 “, justificou.

À semelhança do que acontece em Portugal, José Luis Escrivá lembrou o setor da construção espanhol que “ficou muito afetado depois da crise e está a ter dificuldades de recuperar e acompanhar a velocidade de construção de casas, também é um problema do ponto de vista dessa construção”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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