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Médicos pedem acesso ao historial clínico dos doentes onde quer que sejam atendidos

CNN Portugal ·
Médicos pedem acesso ao historial clínico dos doentes onde quer que sejam atendidos

A Ordem dos Médicos alertou esta quinta-feira para a urgência de disponibilizar um processo clínico integrado e interoperável, que permita aos médicos aceder à informação clínica relevante e à medicação atualizada dos doentes, independentemente do local onde são observados.

A posição da Ordem dos Médicos (OM) é divulgada no Dia Mundial da Segurança do Doente, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e este ano dedicado à segurança dos cuidados nas doenças não transmissíveis, sob o lema “Cuidados seguros ao longo da vida”.

Para a OM, a segurança do doente constrói-se em conjunto, através de profissionais capacitados, organizações que promovam cuidados seguros e coordenados e cidadãos informados e envolvidos num ecossistema que disponibilize ferramentas que facilitem esse trabalho.

O bastonário da OM, Carlos Cortes, defende em comunicado que a segurança dos doentes deve ser potenciada “com melhorias concretas e estruturais no sistema de saúde”.

“A aceleração da disponibilização de um processo clínico integrado e interoperável, que permita aos médicos o acesso transversal à informação clínica relevante e à medicação atualizada do doente, independentemente do local onde este é observado, é uma dessas medidas que a Ordem dos Médicos defende como urgente", explica Carlos Cortes.

A propósito do tema deste ano da efeméride, a Ordem refere que as doenças cardiovasculares e respiratórias, o cancro, a diabetes são exemplos de doenças não transmissíveis que podem acompanhar uma pessoa durante muitos anos, sendo que a sua prevenção e tratamento envolvem frequentemente diferentes profissionais, exames, medicamentos e serviços de saúde.

Para a OM, tornar estes cuidados seguros exige olhar para o percurso como um todo, desde a prevenção e deteção precoce até ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

“A segurança do doente constrói-se ao longo de todo o percurso de cuidados e o médico é uma pedra basilar dessa segurança: na prevenção e redução do risco, na deteção precoce e no diagnóstico correto, na identificação e prevenção do dano, na continuidade e coordenação dos cuidados e no envolvimento do doente nas decisões sobre a sua saúde”, salienta a presidente do Conselho Nacional para a Auditoria e Qualidade da OM, Ana Paulino.

A Ordem salienta ainda que a participação do doente é igualmente essencial, acrescentando que compreender a sua doença e o plano de cuidados, conhecer a medicação, participar nas decisões, aderir aos rastreios recomendados e acompanhar os resultados dos exames são formas de contribuir ativamente para a segurança dos seus cuidados.

Neste Dia Mundial da Segurança do Doente, a Ordem dos Médicos associa-se ao apelo da OMS: fazer da segurança uma dimensão permanente dos cuidados, em todas as etapas e ao longo de toda a vida, garantindo que o próprio sistema de saúde contribui para essa segurança e reduz os riscos evitáveis.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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