Mulher submetida a oitava cesariana em Itália. "Nunca tive medo"
U ma mulher foi submetida a um oitavo parto por cesariana, a propósito do nascimento da oitava filha, no Hospital da Mulher e da Criança de Borgo Trento, em Verona, em Itália. As oito gestações da mulher foram fisiológicas, tendo a equipa cirúrgica feito esta cesariana “exatamente no mesmo local das anteriores, para evitar lacerações”, face aos riscos que a intervenção acarretava.
A mesma nota assinalou que os sete irmãos – três rapazes e duas raparigas – foram visitar Luna “imediatamente”.
“É com prazer que conto a minha oitava cesariana como um sincero agradecimento ao Dr. Bergamini e à sua equipa, a quem devo o nascimento da nossa Luna e dos três filhos que a precederam. Nunca tive medo, sempre tive o apoio da minha família; desta vez, com esta oitava cesariana, foi necessário um pouco mais de repouso do que nas outras vezes. O que é realmente necessário para a recuperação é a mão do cirurgião, que é fundamental. A Luna foi uma surpresa, mas estamos muito felizes”, assinalou Cristina, citada pela instituição de saúde.
De acordo com a missiva, o diretor da Unidade Operacional de Obstetrícia e Ginecologia B do Hospital da Mulher e da Criança de Borgo Trento, Valentino Bergamini, acompanha a mulher desde a quarta gravidez, sendo que o primeiro filho nasceu em 2000.
“Realizada pelo Dr. Bergamini, em conjunto com o Dr. Nikolaos Papadopoulos e a equipa cirúrgica, a cesariana foi efetuada exatamente no mesmo local das anteriores, para evitar lacerações. No caso de Cristina, tudo correu pelo melhor, mas uma doente com oito cesarianas representa um caso excecional”, recordou o hospital.
A instituição salientou que “a complexidade clínica reside tanto na monitorização obstétrica como no procedimento cirúrgico”, uma vez que “as numerosas cicatrizes cirúrgicas podem causar aderências muito significativas entre a parede abdominal, o útero, a bexiga e o intestino, alterando profundamente a anatomia pélvica normal”.
“Nestas condições, até o acesso cirúrgico e a dissecção dos órgãos podem revelar-se particularmente difíceis, com um aumento do risco de hemorragia e de lesões nos órgãos circundantes. Um outro aspeto a ter em conta é a possível presença de anomalias na placentação, sobretudo em caso de placenta prévia ou acreta. Precisamente devido a estas eventuais complexidades, mesmo no caso de uma gravidez fisiológica, é necessário recorrer a um centro de terceiro nível devidamente equipado, como a UOC de Borgo Trento, com experiência em cirurgia obstétrica e com a disponibilidade de uma equipa multidisciplinar de obstetrícia, anestesiologia e neonatologia”, asseverou.
Bergamini, por seu turno, complementou que “este caso reflete uma escolha pessoal e familiar importante: a de uma mulher que enfrentou a sua oitava gravidez e outras tantas cesarianas”.
“Face a esta escolha de generosa abertura à vida, decidimos imediatamente apoiar e acompanhar a doente, disponibilizando toda a experiência da equipa do serviço. A nossa tarefa, enquanto médicos, é garantir a todas as mulheres que optam por engravidar a máxima segurança possível, oferecendo competências, experiência e uma organização adequada, sobretudo em casos de particular complexidade.
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