Governo é "muito paciente" com oposição que "diz muitas asneiras"
L uís Montenegro respondeu hoje durante hora e meia, por videoconferência a partir da sede nacional do PSD, a perguntas feitas pelos participantes na Universidade de Verão do partido, iniciativa de formação política de jovens.
Questionado como pretende continuar a negociar com PS e Chega apesar das várias "coligações negativas" entre os dois partidos no parlamento, Montenegro começou por salientar total respeito pela oposição e reclamou o mesmo tratamento desta para com o Governo.
"Direi que talvez também tenham que ser pacientes connosco, mas nós somos muito pacientes com a oposição. A oposição diz muitas asneiras e muitos disparates, mas a oposição faz parte do sistema, nós temos consideração pela oposição e cá estaremos para nunca prejudicar aquilo que é mais importante do que os partidos e os líderes partidários dos partidos das oposições", afirmou.
Montenegro prometeu "tolerância democrática" em relação à oposição, a quem atribuiu o papel de "ilustrar e mostrar aquilo que está mal", sem violar a esfera de ação do executivo.
O chefe do Governo lamentou os vários entendimentos de PS e Chega no parlamento nos últimos anos e, sem se referir às negociações orçamentais, apelou a que as oposições não prossigam com "decisões a 'la carte'".
"É possível fazer oposição, apresentar alternativas, sem invadir a esfera que é do Governo", disse.
Montenegro foi também questionado como mantém a energia para continuar perante os "pedidos de demissão constantes", assegurando que o Governo irá continuar a defender as suas convicções.
"Eu diria que nós temos uma fibra, temos uma filosofia que é intocável. Independentemente da espuma dos dias, de praticamente se asfixiar o debate apenas com a coisa que correu mal, com o acidente, o incidente, com o caso, nós temos a convicção profunda que a nossa responsabilidade é para continuar a executar as nossas políticas", disse.
E, em jeito de resumo, disse responder às críticas e "pedidos de distração" trabalhando, retomando o seu 'slogan' de campanha nas legislativas de 2025, "Deixem o Luís trabalhar".
"Como é que nós vencemos o negativismo, o pessimismo daqueles que querem deixar tudo na mesma? Trabalhando.
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