Crônica. Fabular é preciso
Livros, música, conversas e fabulação foram o tom desta semana intensa em Lisboa.
Portugal está a fervilhar de eventos literários, concertos, turistas, projetos que buscam promover diálogos e interculturalidade.
São convites para refletir sobre a vida que vai além da rotina.
“Quem somos nós sem histórias?” foi a frase que estampou a ecobag da quarta edição do Book 2.0, evento anual promovido pela Apel (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros).
Durante dois dias, oradores nacionais e internacionais estiveram em palco discutindo sobre o papel da leitura e da literacia, assim como o futuro dos livros.
Muito se falou sobre a importância da leitura como ferramenta de transformação social, elemento clínico que promove saúde, estimula a cognição, desperta empatia e viabiliza debates sobre temas sensíveis.
Sobretudo, evocou-se a necessidade de associar o prazer e o contentamento ao hábito de ler.
Uma das conclusões apontadas foi sobre a urgência em atrair o público jovem para os livros, uma vez que se encontram fatigados pelo scroll das telas e querem estar em comunidade compartilhando experiências.
Segundo a pesquisa "Mercado do Livro e Hábitos de Compra e Leitura em Portugal", realizada pela Nielsen/GFK e divulgada no evento, 62% dos entrevistados compraram livros em 2025 face a 58% no ano anterior.
Quem compra e lê mais está na faixa de 35 a 54 anos: 83% compraram obras / 7,5 títulos lidos por ano.
Porém, houve um salto na compra de livros pelos jovens de 15 a 24 anos, saindo de 48% (2024) para 79% (2025).
A escola atua como um grande agente impulsionador.
De acordo com o estudo, 42% reconhecem o papel decisivo dessa instituição no reforço dos hábitos de leitura.
O exemplo dentro de casa ou da família é, de toda forma, indispensável.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.