Arábia Saudita sofre ataque mais mortal desde 2015
A Arábia Saudita sofreu o ataque mais mortal em mais de uma década, depois de um míssil atingir o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, no sábado, 10 de outubro.
O balanço divulgado pelas autoridades sauditas aponta para 12 mortos e 309 feridos, entre passageiros e trabalhadores aeroportuários, num ataque atribuído pela coligação militar liderada por Riade aos rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão.
O ataque levou à suspensão das operações aeroportuárias e ao desvio dos voos, agravando a insegurança na região.
A coligação saudita classificou o incidente como um crime de guerra e prometeu uma resposta decisiva, sem especificar quais serão as medidas militares.
Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Washington está a ponderar juntar-se às operações sauditas contra os houthis.
Segundo a Autoridade Geral da Aviação Civil saudita, entre as vítimas mortais encontram-se quatro cidadãos sauditas, dois cidadãos do Bangladesh e um cidadão de cada um dos seguintes países: Estados Unidos, Egito, Jordânia, Síria, Palestina e Sudão.
O balanço inclui ainda 309 feridos, alguns dos quais em estado grave.
O ataque de sábado foi o terceiro contra o aeroporto de Riade naquela semana, numa sequência de incidentes que já tinha provocado vítimas mortais e danos num avião comercial.
As autoridades suspenderam temporariamente as operações para avaliar os estragos e verificar as condições de segurança das instalações.
Testemunhas relataram uma explosão no interior do aeroporto e pessoas feridas junto às portas de embarque.
Imagens verificadas pela Reuters mostraram ambulâncias a chegar ao local, enquanto os serviços de emergência transportavam vítimas para hospitais da capital saudita.
O ataque de sábado é considerado o mais mortal em território saudita desde maio de 2015, quando um bombista suicida do grupo Estado Islâmico matou 21 pessoas numa mesquita xiita em Qatif, no leste da Arábia Saudita.
Arábia Saudita promete retaliação contra os houthis A coligação militar liderada pela Arábia Saudita responsabilizou os rebeldes houthis pelo ataque.
O porta-voz da força militar, Turki al-Maliki, afirmou que a ação contra uma infraestrutura civil, com vítimas entre passageiros e funcionários, constitui um “crime de guerra”.
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