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Quem matou, quem mandou matar e quem o queria morto. Estas são as figuras do julgamento do homicídio de Tupac Shakur

CNN Portugal ·
Quem matou, quem mandou matar e quem o queria morto. Estas são as figuras do julgamento do homicídio de Tupac Shakur

Quase 30 anos depois do homicídio da lenda do hip-hop Tupac Shakur, a única pessoa alguma vez acusada pela sua morte vai ser julgada.

Duane Keith Davis , também conhecido como “Keffe D”, é acusado de ter orquestrado o homicídio de Shakur através de um tiroteio a partir de um veículo em movimento, a 7 de setembro de 1996 , depois de o seu sobrinho se ter envolvido numa luta com Shakur e o seu grupo após terem assistido a um combate de Mike Tyson no MGM Grand, em Las Vegas. Embora os procuradores não aleguem que Davis tenha disparado a arma, defendem que este planeou o ataque e forneceu a arma. Declarou-se inocente de uma acusação de homicídio em primeiro grau com uma arma mortífera, com a intenção de promover, prosseguir ou auxiliar uma organização criminosa.

A história de rappers e gangsters assume grande importância neste julgamento. As autoridades dizem que a violenta rivalidade entre dois gangs sediados em Los Angeles - os Bloods e os Crips - contribuiu para a violência que levou à morte de Shakur, mas algumas das pessoas envolvidas contestaram essa afirmação.

Embora Shakur tivesse apenas 25 anos quando morreu, o lendário músico foi responsável por 11 álbuns de platina, sete dos quais foram lançados depois da sua morte. Alguns dos seus álbuns mais famosos - e mais controversos - incluem “All Eyez on Me” e “Me Against the World”. Também teve papéis como ator em filmes como “Poetic Justice” e “Above the Rim”.

A sua música abordava questões de justiça social, a vida nas ruas e a dificuldade de viver no mundo enquanto homem negro, tendo alguns apelidado-o de “poeta das ruas”. Shakur inspirava-se na sua mãe, Afeni Shakur Davis , que fez parte dos Black Panthers quando era jovem adulta e permaneceu ativista ao longo de toda a sua vida.

Shakur nasceu no bairro de Harlem, em Manhattan, em 1971, mas mudou-se várias vezes durante a juventude, acabando por considerar Oakland, na Califórnia, a sua casa. “Dou todo o meu amor a Oakland, se vou considerar algum lugar como meu, vou considerar Oakland, mesmo que não viva lá”, disse Shakur numa entrevista em 1993.

Shakur foi uma das maiores figuras do rap da Costa Oeste durante uma rivalidade em curso com estrelas da Costa Este , nomeadamente Christopher Wallace, também conhecido como “The Notorious B.I.G.” ou “Biggie Smalls”.

O público debateu se Shakur fazia parte de um gang, tendo em conta as suas letras sobre a vida de gangster e a sua ligação a Marion “Suge” Knight, proprietário da Death Row Records, a editora discográfica com a qual assinou contrato. Mas o rapper rejeitou essa classificação. “Não sou um gangster e nunca fui”, disse ao Los Angeles Times numa entrevista em 1995 . Acrescentou que a sua música refletia as partes difíceis da vida, que incluem “muitos assassinatos e drogas”.

Shakur também enfrentou problemas legais durante os últimos anos da sua vida, incluindo uma condenação por abuso sexual e oito meses de prisão.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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