Itália desbloqueia mais de oito mil milhões do SAFE e abre caminho a nova ronda
A Itália vai aceder a mais de oito mil milhões de euros em empréstimos europeus para reforçar a Defesa , através do instrumento SAFE (Security Action for Europe), depois de semanas de atrasos e de críticas por parte da Comissão Europeia.
A Comissão Europeia espera que o acordo seja finalmente assinado e que Itália utilize a “grande maioria” dos 14,9 mil milhões de euros inicialmente reservados ao país — o terceiro a pedir a maior fatia, apenas atrás da Polónia e da Roménia.
O valor final deverá ficar acima dos oito mil milhões.
Comissão Europeia critica Itália pelos atrasos no SAFE Ler Mais Bruxelas teve “trocas positivas” com Roma ao longo do último mês.
Bruxelas diz estar agora satisfeita com as garantias dadas pelo Governo de Giorgia Meloni e considera que a Itália – um dos 19 países que recorreu ao programa europeu – “continua plenamente empenhada no projeto europeu de Defesa”, de acordo com um porta-voz da Comissão, citado pelo Euractiv .
O desbloqueio surge depois de a Comissão ter criticado os atrasos italianos , que chegaram a ameaçar a organização de uma segunda ronda de financiamento do SAFE , que legalmente tem de ficar concluída até ao final de 2026.
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, admitiu em julho que o valor poderia situar-se entre os seis e os nove mil milhões de euros .
Itália não será o único país a optar pela revisão em baixa da aplicação do montante para a compra de material militar.
França, Estónia e Letónia também não recorreram à totalidade das verbas que tinham garantido.
A Hungria, cujo acordo SAFE ainda não foi assinado, deverá igualmente deixar dinheiro por utilizar.
SAFE.
Segunda ronda possível se Itália reduzir empréstimo Ler Mais Roma terá também garantido a Bruxelas que, caso existam verbas por utilizar do seu envelope, estas serão rapidamente devolvidas à Comissão, permitindo organizar uma nova chamada para outros países .
A Comissão Europeia ainda não decidiu as regras da segunda ronda, garantindo que “tudo continua em aberto” e que ainda não tomou uma decisão sobre os critérios da nova ronda.
Uma das principais questões será saber se os países que não participaram na primeira chamada poderão candidatar-se .
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