Espinho: Patinhas sem Lar tem dívida de 34 mil euros a clínicas
A associação Patinhas sem Lar disse hoje que tem dívidas acumuladas de quase 34.000 euros a clínicas veterinárias porque o apoio da Câmara de Espinho não cobre as despesas afetas à quantidade de animais errantes no concelho.
Em causa está a instituição de proteção animal que, nesse território do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, vem há anos reclamando maior comparticipação municipal nas despesas com recolha, acolhimento, alimentação, esterilização e outros tratamentos relativos aos cerca de 600 cães e gatos abandonados anualmente no concelho e aos seus 350 gatos de colónias.
Ana Paula Castro é a médica que dirige a Patinhas sem Lar e alerta que a instituição está com "os abrigos lotados" e "a chegar ao limite da sua capacidade financeira", pelo que, em risco de "rutura", reclama "a revisão urgente do apoio municipal e o cumprimento dos compromissos assumidos pela autarquia" – nomeadamente o licenciamento de um novo abrigo a construir em terrenos municipais com verbas atribuídas pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e angariadas pela própria associação.
"A Lei n.º 27/2016,de 23 de agosto enquadra as responsabilidades dos municípios nesta matéria e prevê que a recolha, esterilização e garantia de saúde e bem-estar dos animais errantes são obrigações legais dos municípios – não das associações.
Por isso, a Patinhas Sem Lar considera insustentável que uma resposta de interesse público continue a depender de recursos próprios da associação, que não chegam para cobrir os encargos da sua atividade", explica.
Ana Paula Castro defende que a associação "não pode continuar a assumir encargos crescentes sem financiamento adequado" e avisa que "o adiamento de uma solução coloca em causa a capacidade de acolher e tratar novos animais".
Responsável pela recolha e acolhimento da "quase totalidade" dos animais errantes de Espinho, a associação aguarda uma reunião que foi "acordada com o executivo municipal" para revisão dos valores do apoio financeiro e que, embora prevista "para setembro, continua por realizar".
Enquanto isso, "os encargos mantêm-se e a capacidade de resposta está seriamente comprometida", até porque, só entre janeiro e setembro, a associação acolheu 320 animais e concretizou 265 adoções – sempre com o apoio de uma equipa com cerca de 30 voluntários.
Dos 320 animais acolhidos nesses nove meses, "todos foram entregues pelo município ou recolhidos a pedido dos seus serviços".
E ainda há "dezenas de pedidos dos Serviços Veterinários Municipais para acolher ninhadas em risco", realça a diretora.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.