Ventura propõe pacote legislativo de emergência para enfrentar a crise na habitação
André Ventura propõe um pacote legislativo de emergência para a habitação, com um aumento de 50% nas deduções em IRS relativas às rendas e às prestações do crédito à habitação.
O presidente do Chega quer ainda rever os benefícios fiscais concedidos a compradores estrangeiros com elevado poder económico e reavaliar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).
" Proponho aos vários partidos no Parlamento um pacote legislativo de emergência na habitação ", anunciou este domingo, em conferência de imprensa sobre a crise na habitação que tem originado protestos em diversas cidades, na qual defendeu a implementação urgente de medidas transitórias para responder à subida dos custos de acesso à habitação.
"Nós não conseguiremos construir em poucos meses para resolver o problema da habitação.
Aqueles que dizem que construiremos casas à moda chinesa em dois meses ou três estão a enganar as pessoas.
Mas se não conseguimos fazer isto, temos que resolver o problema de outra forma", referiu.
Ventura considera que o sistema fiscal deve compensar os encargos acrescidos suportados pelas famílias.
"A ideia é assegurar que o valor adicional que pagamos em rendas e crédito à habitação seja restituído através do sistema fiscal., afirmou.
"Seria um sistema transitório, mas capaz de responder pontualmente a esta crise da habitação.
Por isso propomos um aumento de 50% nas deduções que as pessoas possam fazer em IRS às rendas que pagam e ao crédito à habitação que pagam ", explicou.
O líder do Chega defendeu também a revisão dos benefícios fiscais dados a estrangeiros para comprar casas em Portugal: "Temos que ser capazes de compreender que em momentos de crise brutal não faz sentido que quem seja rico e estrangeiro tenha mais condições para adquirir habitação em Portugal do que quem é português e da classe média no nosso país." Sobre o IMI, Ventura classificou o imposto como "absurdo" e pediu uma reavaliação da sua aplicação.
"É uma receita autárquica também, é de cariz municipal, mas tem que ser reavaliada neste momento de crise", defendeu.
Críticas à proposta do Governo para o arrendamento O presidente do Chega apontou ainda à proposta do Governo para mexidas na lei do arrendamento, alertando para o risco de aumentos das rendas e dos despejos.
" Esta legislação foi, tal como dita pelo Chega no seu momento apropriado, esta legislação segue o trilho de uma legislação que quer ver o mercado selvaticamente descontrolado e desregulado e permite, se não for corrigida, um aumento brutal de rendas e também de despejos no país." "Portugal não deve ter um mercado selvagem de rendas nem de despejos.
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