A inteligência artificial ao serviço da produtividade
Na conferência que o Jornal Económico e a EY realizaram esta semana sobre o OE2027, o professor Nadim Habib, da Nova SBE, deixou um aviso certeiro: a inteligência artificial (IA) deve aumentar a produtividade, não multiplicar a burocracia.
Podemos produzir mais documentos, enviar mais emails e realizar mais reuniões sem criar mais riqueza.
O tema já atravessara a conferência dos dez anos do JE, realizada a 7 de outubro na Alfândega do Porto.
Gonçalo Regalado, presidente executivo do Banco Português de Fomento, destacou a tecnologia e a internacionalização como motores de crescimento.
Dois contributos do JE para uma questão essencial: como competir melhor.
Portugal arrasta um problema de produtividade.
Em 2025, a riqueza produzida por hora trabalhada correspondia a 66,9% da média da União Europeia, segundo a Pordata, com dados do Eurostat.
A distância ajuda a explicar os baixos salários.
A IA pode ajudar a encurtá-la.
Não por milagre, mas por permitir que cada trabalhador produza mais valor e cada empresa seja mais eficiente.
Segundo o INE, só 11,5% das empresas com dez ou mais trabalhadores utilizavam IA em 2025.
Um estudo da Amazon Web Services, realizado junto de um universo diferente de empresas, indica que apenas 16% das empresas utilizadoras atingiram uma integração avançada.
Escrever emails ou resumir relatórios mais depressa é útil.
Melhorar a logística, reduzir desperdícios, antecipar falhas e transformar processos produtivos é outra coisa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.