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Mirandês. Plano para promoção quer expandir língua

Observador ·
Mirandês. Plano para promoção quer expandir língua

O plano estratégico da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa foi esta quinta-feira apresentado, assentando em seis eixos para a promoção e salvaguarda deste idioma.

Em declarações à agência Lusa, o comissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa, Alfredo Cameirão, disse que este plano está estruturado em seis eixos fundamentais para criar espaço para a “lhéngua” (língua) não só no território de origem, mas também a nível europeu e mundial , nos próximos quatro anos.

“A Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa está estruturada para os próximos quatro anos, tempo de duração deste organismo. A ideia é que este plano esteja alinhado para curto e médio prazo”, vincou.

O plano estratégico inclui um compromisso linguístico que permita criar um espaço para a língua, reforçando a sua presença nas instituições, nos serviços e no território.

O plano prevê ainda um laboratório vivo que vai “criar capacidade, através do conhecimento, da investigação, da formação, dos recursos linguísticos e da investigação tecnológica”.

Outro dos eixos anunciados “passa por colocar a língua mirandesa em movimento, criando falantes, reforçando o ensino, a transmissão intergeracional e o uso quotidiano com a formação de professores e materiais didáticos”.

O plano estratégico para o mirandês também pretende criar “cultura e afirmar-se como uma língua de criação artística e cultural contemporânea”.

Já no que respeita a este idioma “no mundo, está estabelecido que é necessário criar projeção, através da cooperação nacional e internacional e da afirmação da língua no contexto europeu e internacional”.

O último eixo aponta para “a economia da língua como forma de criar valor, promovendo a utilização do mirandês nas atividades económicas, no turismo e no desenvolvimento territorial”.

Há muito reclamada pelos promotores do mirandês, a Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa foi criada na sequência de uma resolução do Conselho de Ministros de março do ano passado, com vista à concretização de “políticas públicas de valorização e salvaguarda da língua mirandesa, assegurando a sua preservação e difusão”.

No âmbito da estrutura foi constituído um conselho consultivo, com representantes do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, da Direção-Geral da Educação, do Instituto Camões, das universidades de Coimbra, do Porto e de Trás-os-Montes e Alto Douro e da agora Universidade Politécnica de Bragança.

O conselho tem um representante do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro e do município local, a que se junta um elemento da Associação de Língua e Cultura Mirandesa e outro da Frauga – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote e um da Academia de Letras de Trás-os-Montes.

Esta estrutura de missão de defesa da língua mirandesa está a funcionar na antiga Casa dos Magistrados, um imóvel situado em Miranda do Douro, no distrito de Bragança, e que já sofreu obras de requalificação para acolher este organismo até final de 2029.

O mirandês foi reconhecido oficialmente há 27 anos, através da Lei 7/99, que fez desta língua a segunda oficial no país.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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