Estrela da série "Violetta" enfrenta disputa com o pai pela gestão do seu património
A cantora argentina Tini Stoessel enfrenta uma disputa com o pai, Alejandro Stoessel, que a representou durante 15 anos, depois de ter detetado que não tem participação nem controlo sobre as empresas que gerem os rendimentos provenientes da sua música, imagem, contratos comerciais e espetáculos, com uma possível fortuna estimada em 70 milhões.
Os advogados da cantora informaram o meio de comunicação Infobae de que a própria Stoessel ordenou uma auditoria privada para analisar a sua situação patrimonial e as sociedades relacionadas com a sua carreira, que até há três meses estavam sob a gestão do pai.
Segundo este meio, a artista terá conseguido aceder, em junho de 2026, a uma conta bancária em seu nome, enquanto os contratos assinados antes dessa data continuariam a ser geridos por sociedades sobre as quais a cantora procura recuperar o controlo.
O valor de 70 milhões de dólares foi divulgado pelos meios de comunicação argentinos, mas não foi sustentado por documentação.
A jornalista Noelia Antonelli, da Telefé e especialista em espetáculos, afirmou que a cantora tinha um limite de 5.000 dólares mensais nos cartões de crédito administrados pela família, uma restrição que terá gerado um conflito quando tentou comprar uma carteira de luxo.
Segundo Antonelli, a auditoria terá revelado, além disso, que só com a atual digressão do seu espetáculo FUTTTURA gerou 43 milhões de dólares, dos quais Tini (Buenos Aires, 1997) terá recebido apenas 300 mil dólares.
Este caso tornou-se um tema central nos meios de comunicação argentinos, que alertam para uma deterioração da relação com o pai, mas também com a mãe e o irmão, todos parte da empresa familiar.
O jornalista do Canal Trece Gustavo Méndez afirmou que a relação entre Tini e o pai seria "nula" e que a cantora não os teria convidado para o seu casamento com o futebolista da seleção argentina Rodrigo De Paul, marcado para dezembro.
Embora a informação não tenha sido confirmada pela artista, que não fez declarações públicas sobre este caso, os pais não a acompanharam ao Mundial nem na recente viagem a Paris, onde Tini encomendou o vestido de noiva.
O caso da artista argentina volta a colocar o foco nos conflitos económicos que surgem quando artistas que alcançaram a fama durante a adolescência delegam a gestão dos seus negócios em familiares, como aconteceu com Britney Spears.
A artista norte-americana ficou sob a tutela do pai, Jamie Spears, em 2008, e só recuperou o controlo sobre a sua vida em 2021, após muitos anos de batalhas judiciais.
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