Ensino politécnico cresce mais do que a média do Ensino Superior
Os resultados da 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) registam uma subida clara no número de colocações no ensino superior politécnico.
O número de colocados neste subsistema cresceu em todas as instituições quando em comparação com período homólogo do ano passado e acima da média de colocações no todo do Ensino Superior.
Veja aqui os cursos, as médias e as vagas que sobram: CNA_2026_fase1 Os dados, divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação mostram que a diferença entre as taxas de ocupação nas Instituições Universitárias e Politécnicas reduziu-se significativamente, passando de 28,7 p.p., em 2025, para 17,8 p.p., em 2026.
Nos politécnicos foram colocados 16 679 estudantes, mais 3 497 do que em 2025 e correspondentes a 33,4% do total.
O número de colocados cresceu 26,5% e a taxa de ocupação subiu para 77,9%.
Luís Loures, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), atribui esta melhoria a dois fatores principais: a recente alteração da denominação de ‘Institutos’ para ‘Universidades Politécnicas’ e a mudança nas regras do modelo de acesso, com o abandono da exigência obrigatória de duas provas de ingresso.
Congratulando-se com os resultados e sublinhando o crescimento das Universidades Politécnicas acima da mediana do Ensino Superior, Luís Loures lembra que embora a transição para Universidades Politécnicas apenas tenha acontecido a 01 de agosto esta “alteração contribuiu para aumentar o reconhecimento da qualidade e da capacidade instalada destas instituições junto dos candidatos, porque «Universidade” é o termo que associamos mais diretamente ao Ensino Superior”.
A mudança, explica, “promove uma maior equidade entre subsistemas, faltando agora a equiparação ao nível do financiamento para que as Universidade Politécnicas possam ser ainda mais competitivas, ganhem cada vez mais maturidade científica e possam continuar a afirmar-se e a desenvolver trabalho de excelência em áreas de investigação emergentes”.
A alteração foi defendida ao longo dos anos com insistência pelo CCISP, tal como a alteração legislativa também exigida pelo Conselho, visando a redução do número de provas obrigatórias para a esmagadora maioria dos cursos do Ensino Superior.
“Não fazia sentido nenhum reduzir todo percurso académico do secundário a um conjunto de provas feitas em algumas horas.
Os resultados no ano passado foram muito impactados pelo modelo vigente e a alteração das regras por nós propostas ajudou a alcançar estes resultados muito mais positivos para o país e para os nossos jovens”, salienta Luís Loures.
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