segunda-feira, 31 de agosto de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Mundo

Rússia acusa UE e Europa de quererem desestabilizar antes de eleições

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Rússia acusa UE e Europa de quererem desestabilizar antes de eleições

O Serviço de Informações Estrangeiras da Rússia (SVR, na sigla em russo) afirmou, em comunicado, que "os chamados defensores europeus da lei e da democracia", que não foram nomeados diretamente, "estabeleceram um duplo objetivo: interromper o processo eleitoral normal e desacreditar os resultados da votação a todos os níveis".

Segundo Moscovo, a cimeira da Coligação da boa vontade sobre a Ucrânia (os países aliados de Kiev), realizada a 13 de julho, incluiu "apelos dos europeus ao regime de Kiev para intensificar a sabotagem e os ataques terroristas" contra a Rússia, além de "discussões sobre planos de ciberataques contra as infraestruturas eleitorais" no país.

"A disseminação de argumentos sobre a 'ilegitimidade e ilegalidade' da votação, que ainda nem sequer ocorreu, foi confiada a estruturas estrangeiras da oposição russa que não fazem parte do sistema", afirmou o SVR, apontando mesmo para a existência de um "apoio financeiro" a algumas destas plataformas para "incitar ativamente os russos a boicotarem as eleições e a comunidade internacional a rejeitar antecipadamente os resultados".

A mesma fonte adiantou ter informações que indicam que o Parlamento Europeu "está a preparar-se para emitir declarações afirmando que não reconhece os resultados das eleições na Rússia devido a 'graves irregularidades durante a sua preparação e condução'", garantindo que "a Rússia sabe como contra-atacar, não só os agressores externos, mas também contra as tentativas fúteis de minar o país internamente".

Por seu lado, a presidência russa (Kremlin) desvalorizou estas alegadas intenções, considerando que o reconhecimento dos resultados por parte dos europeus "é o menor dos problemas".

"Temos o nosso sistema político... A campanha eleitoral está ao rubro", garantiu hoje o porta-voz presidencial, Dmitri Peskov, à imprensa local.

"Sempre houve, há e haverá [problemas com o reconhecimento europeu]. Temos experiência nesta área. Por isso, acredito que as autoridades competentes tomarão as medidas necessárias", afirmou.

Os países europeus não consideraram democráticas as eleições presidenciais de 2024, nas quais o líder russo, Vladimir Putin, foi reeleito com uns históricos 87% dos votos.

Os observadores do Gabinete para as Instituições Democráticas e os Direitos Humanos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) não vão avaliar as eleições legislativas de setembro porque têm "dois pesos e duas medidas", acusou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo na semana passada.

As eleições legislativas de setembro vão escolher os 450 assentos da Duma Estatal, a câmara baixa do parlamento do país.

Segundo Peskov, o partido do Kremlin, o Rússia Unida, espera renovar a sua maioria constitucional.

No entanto, as sondagens mostram um declínio na popularidade de Putin há meses, sobretudo devido a um descontentamento generalizado com a guerra, os apagões da internet e a escassez de combustível.

Ler a notícia completa no Notícias ao Minuto - Mundo ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

Mais de Notícias ao Minuto - Mundo

Ver tudo ›

Mais em Mundo

Ver tudo ›