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Kremlin acusa Reino Unido de "participar na guerra" ao lado da Kyiv

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Kremlin acusa Reino Unido de "participar na guerra" ao lado da Kyiv

M oscovo criticou ainda o plano do Reino Unido de divulgar informações confidenciais sobre componentes britânicos dos mísseis de longo alcance SCALP, perante a possibilidade de serem instaladas linhas de montagem na Ucrânia, acusando Londres de "participar na guerra".

"Temos uma posição extremamente negativa em relação a este plano", afirmou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, acusando Londres de estar a contrariar os esforços de avanço nas negociações de paz.

Estas declarações surgem no dia em que o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, de visita a Kyiv, prometeu continuar a apoiar a Ucrânia, apesar das "ameaças ultrajantes russas" contra o Reino Unido.

"Apesar das ultrajantes ameaças russas contra o meu país, continuaremos a apoiar a defesa da Ucrânia. Sei que precisam de mais ajuda para proteger o vosso espaço aéreo e os vossos civis", disse o chefe de Governo britânico num discurso, antes de um encontro com os parceiros ocidentais de Kyiv.

O porta-voz do Kremlin afirmou que as forças russas estão a recolher informações destinadas a identificar os locais de produção dos mísseis e de outros equipamentos militares fornecidos pelo Reino Unido.

"Estão a realizar o trabalho necessário, obtendo dados relevantes para identificar os locais de produção destes mísseis e de outros equipamentos militares. Estão a tomar medidas para destruir as instalações relevantes", declarou Peskov, citado pela agência russa Interfax.

As declarações surgiram horas depois de o Governo britânico ter anunciado que autorizou a divulgação de informações confidenciais relacionadas com componentes britânicos dos mísseis SCALP, antecipando uma eventual instalação de linhas de montagem na Ucrânia.

Peskov já tinha acusado, em 20 de agosto, o Reino Unido de estar entre os países que mais procuram manter o apoio militar à Ucrânia e de fazer "tudo o que for possível" para contrariar os sinais de "desgaste" que, segundo Moscovo, começam a surgir entre outros aliados de Kyiv.

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