Exames: Piloto não revelou falha que dificultou classificação na 1.ª fase
"O piloto revelou o constrangimento associado às intervenções manuais, às folhas de continuação, mas não revelou o problema de leitura dos códigos QR que em 2026 afetaria a associação digital das folhas às provas", explicou Rui Pires.
O atual presidente do Júri Nacional de Exames (JNE) foi ouvido hoje pela comissão parlamentar de Educação e Ciência, numa audição a requerimento da Iniciativa Liberal sobre o projeto-piloto realizado em 2025 para testar o processo de classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário, através da prova de Filosofia.
Presidente do JNE desde 01 de fevereiro de 2026, Rui Pires acompanhou, na altura, o piloto enquanto diretor de serviços do Instituto de Avaliação Educativa, entretanto substituído pelo novo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA).
Em resposta à deputada liberal Angelique da Teresa, o responsável confirmou que as conclusões do teste não foram formalizadas, mas foram "consideradas na preparação do processo seguinte".
"O piloto confirmou a viabilidade geral da classificação digital, permitindo recolher uma apreciação positiva quanto à utilização da plataforma. Revelou, contudo, dificuldades operacionais concretas", começou por referir.
Entre as falhas identificadas, a principal dizia respeito à associação das folhas de continuação às respetivas provas que, em 2025, dependia de intervenção manual, registando-se situações de folhas trocadas e associações incorretas.
"Esta situação demonstrou a necessidade de reduzir a intervenção manual e de reforçar os mecanismos de validação e rastreabilidade", explicou o presidente do JNE, assegurando que os procedimentos foram corrigidos este ano, quando o modelo de classificação digital foi aplicado às restantes disciplinas.
Por outro lado, Rui Pires revelou que o projeto-piloto não permitiu identificar a principal falha que viria a dificultar o processo de classificação durante a 1.ª fase dos exames nacionais: a leitura dos códigos QR.
Uma vez que o Governo decidiu manter a realização dos exames nacionais em formato papel, a classificação das provas implicou a digitalização de milhares de folhas de resposta, posteriormente carregadas numa plataforma eletrónica e distribuídas pelos professores classificadores.
Nesse processo, o código QR permite identificar a que prova e disciplina pertence cada folha, associar as folhas de continuação ao respetivo item e, no final da classificação, reagrupar todas as respostas do aluno num único ficheiro.
Durante o projeto-piloto realizado em 2025, o sistema de leitura digital dos códigos QR já existia, mas não registou qualquer falha, ao contrário do que aconteceria durante a 1.ª fase dos exames nacionais.
"Não teve a ver com a generalização.
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