Ceuta desmantela último acampamento de migrantes antes da visita do rei
A Polícia Nacional espanhola desmantelou este domingo, 11 de outubro, o último grande acampamento informal de migrantes em Ceuta, na zona de El Guano, onde permaneciam cerca de 500 pessoas.
A operação decorreu a pouco mais de 48 horas da visita oficial dos reis Felipe VI e Letizia à cidade autónoma, prevista para terça-feira, e incluiu o transporte dos migrantes para estruturas de acolhimento e identificação.
O dispositivo começou por volta das 7h30 e mobilizou centenas de agentes, incluindo elementos da Unidade de Intervenção Policial, serviços de estrangeiros e outras forças de segurança.
Segundo a televisão pública espanhola RTVE, participaram cerca de 300 agentes na operação, que deu continuidade aos despejos realizados nas últimas semanas nas praias de Benítez e El Trampolín.
Os agentes concentraram as pessoas que ainda permaneciam no acampamento e organizaram o transporte em autocarros para o Centro de Atendimento Temporário de Estrangeiros (CATE), situado na zona do Tarajal, junto à fronteira com Marrocos.
Nesse local, os migrantes são identificados e encaminhados para as estruturas de acolhimento disponíveis, enquanto as autoridades analisam a situação de cada pessoa.
Entre os ocupantes encontravam-se numerosos menores de idade, alguns dos quais deverão ser encaminhados separadamente para estruturas de acolhimento destinadas a crianças e jovens.
Nos últimos dias, vários menores tinham manifestado preocupação com as condições em que viviam e pedido transferência para centros especializados.
Nem todos permaneceram no local até à chegada das autoridades.
Segundo os relatos da imprensa espanhola, alguns migrantes abandonaram o acampamento antes do início da operação, levando os seus pertences e refugiando-se nas zonas montanhosas próximas, numa tentativa de evitar a identificação policial.
O acampamento de El Guano surgiu na sequência da entrada em massa de migrantes em Ceuta, nos dias 30 e 31 de julho.
Mais de 70 mil pessoas terão chegado à cidade provenientes de Marrocos durante aquela vaga, embora a maioria tenha regressado ao país vizinho nos dias seguintes.
Milhares de pessoas permaneceram, contudo, em território espanhol, muitas delas sem alojamento estável.
A situação levou à formação de acampamentos improvisados em diferentes pontos da cidade, incluindo as praias de Benítez e El Trampolín, entretanto desmantelados pelas autoridades.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.