Do património histórico à experiência turística
Numa Europa dotada de uma extraordinária riqueza histórica e cultural, todos temos uma responsabilidade especial na forma como preservamos, valorizamos e transmitimos a identidade de cada destino.
Tenho defendido que as empresas do setor produtivo devem ter uma verdadeira vocação para ir além e exercer um impacto positivo na sociedade.
No setor da hotelaria e turismo, isso significa fazer com que o turismo contribua para divulgar a cultura local, afirmando-se como uma verdadeira montra da própria cidade.
É uma relação natural: o turismo beneficia da identidade dos destinos e, ao mesmo tempo, assume o compromisso de contribuir para a sua valorização.
Esta ideia é particularmente evidente no setor hoteleiro.
Um hotel não pode ser apenas um espaço funcional.
Tem de ser uma experiência.
E essa experiência deve estar ligada ao local onde ocorre.
Neste sentido, os hotéis devem ser, de alguma forma, um reflexo das cidades onde se encontram.
A arquitetura, a oferta cultural, a gastronomia e a relação com a comunidade local podem contribuir para que quem visita compreenda melhor o destino.
A própria estratégia de sustentabilidade de um hotel inclui a preservação do património histórico e artístico e o apoio ao comércio através do consumo de produtos locais, colocando o fator humano e a economia local no centro dessa dinâmica.
Esta relação entre património e turismo é também uma questão de diferenciação.
Num mercado turístico cada vez mais competitivo, os destinos não podem depender exclusivamente de modelos uniformes.
Cada cidade tem a sua própria história, património e cultura, e o setor hoteleiro deve saber reconhecer esses elementos e transformá-los numa parte relevante da experiência do visitante.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.