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Política

Se OE não fizer face à subida do custo de vida, PCP votará contra

Notícias ao Minuto - Política ·
Se OE não fizer face à subida do custo de vida, PCP votará contra

Paulo Raimundo falava aos jornalistas durante uma ação de contacto com a população, que decorreu esta manhã, em Lisboa, inserida no dia de protesto agendado pelo partido contra o aumento do custo de vida, pelo aumento dos salários e das pensões e pelo controlo de preços, em que participaram cerca de 20 pessoas.

O líder comunista, sobre os apoios extraordinários que o Governo deverá decidir hoje em Conselho de Ministros dirigidos aos transportes, bombeiros, instituições de solidariedade social, considerou que "todas as medidas que sejam para ajudar setores sociais são bem-vindas", mas insuficientes, porque, acrescentou, "a população já é toda um setor especial e precisa de medidas de fundo".

Questionado sobre se as medidas para responder à subida do custo de vida estarão nas exigências dos comunistas na discussão do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), o líder do PCP sublinhou que a proposta orçamental é um instrumento do mesmo Governo que não quer fixar os preços dos combustíveis, "que está a ver quando põe as mãos na Segurança Social" ou "cria condições para que a banca e fundos imobiliários tenham ainda mais lucros".

Raimundo disse que os comunistas não esperam "propriamente uma grande surpresa neste Orçamento", acrescentando que, a manterem-se as opções do executivo, o PCP não poderá acompanhar a proposta do Governo.

"A dúvida que há é até onde é que vão os benefícios fiscais, até onde é que vai a transferência de dinheiro público do setor da saúde para o setor privado [...]. Se essa dúvida se mantiver, é claro, nós não podemos acompanhar um Orçamento que é um instrumento deste Governo com esta política. Vamos ver, mas seria uma surpresa se este instrumento do Governo fosse radicalmente diferente do que é a sua política. Aliás, seria uma surpresa tão grande que eu nem acredito ", sublinhou.

O líder comunista criticou ainda a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, por afastar a fixação dos preços dos combustíveis, afirmando que a governante "está enganada" na sua leitura.

"A senhora ministra certamente acha que ainda não estamos num estado suficiente para tomar as medidas que se impõem. Está enganada. E as populações estão justamente indignadas, justamente revoltadas e estão a dar e vão dar a resposta", afirmou, apontando os casos de Açores e Madeira como exemplos onde os preços dos combustíveis são tabelados.

Raimundo questionou ainda a ministra sobre se "está à espera dos 2,5 euros por litro" para tomar uma decisão.

Sobre as propostas de PS e Chega para baixar os impostos sobre os combustíveis, rejeitou que esse alívio fiscal resolva o problema, acusando ainda os dois partidos de "não darem um passo que seja para beliscar um cêntimo dos lucros" de empresas como a EDP, a Galp ou a Sonae.

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, defendeu que não impor um teto ao preço dos combustíveis é um erro, tendo em conta que "a população já é toda um setor especial".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Política.

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