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Para o Figueiredo. Laura, boa noite, bem-vinda. Sem mais esclarecimentos, o PS admite que é preciso uma comissão de inquérito aos exames nacionais.
Sem se comprometer diretamente, o Partido Socialista avisa o ministro Fernando Alexandre que, caso não surjam mais esclarecimentos até a votação da comissão de inquérito proposta pelo Bloco de Esquerda, que vai decorrer na sexta-feira, então será mesmo necessário avançar para este instrumento. No debate desta tarde na Assembleia da República, o deputado do PS, Porfírio Silva, criticou a falta de resposta do ministro às perguntas dos socialistas e deixou a ameaça no ar.
Faltam esclarecimentos, faltam evidências, faltam dados concretos. A continuar assim, o caos nos exames em 2026 precisa mesmo de um inquérito parlamentar. Um inquérito parlamentar sobre o funcionamento do Estado em matérias decisivas da governação.
Porfírio Silva, no debate da proposta do Bloco de Esquerda com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, a defender a forma como o governo corrigiu o rumo na questão dos exames nacionais.
Houve problemas técnicos? Existiram contratempos? Deparámo-nos com incertezas e imprevistos? Sim, alguns desses obstáculos aconteceram. Mas pergunto também: fizeram-se os devidos ajustes? Houve respostas? Subsistiu o sentido de responsabilidade? Encontraram-se soluções? Sim, claramente, indubitavelmente.
O ministro Carlos Abreu Amorim, que tirou ainda a ideologia do Bloco de Esquerda neste tema. Quem já assumiu que vai votar a favor é o Chega, pelo que o voto do PS será decisivo.
E Laura, o ministro da Administração Interna diz que o aumento dos números da criminalidade, incluindo a que está relacionada com a imigração, se deve a um trabalho mais proativo das autoridades.
Na apresentação do Relatório Anual de Segurança Interna, Luís Neves salientou a descida da criminalidade grave, mas destacou também o impacto que o tráfico de drogas está a ter em Portugal, sobretudo a cocaína. A Assembleia da República, e apenas com o Chega a referir brevemente os casos que envolvem o ministro, Luís Neves voltou a ser apupado devido à referência que fez ao terrorismo de extrema-direita.
Relativamente à matéria de imigração ilegal. Estes números refletem apenas mais trabalho das forças de segurança. Não são crimes de resultado, por isso não há queixosos. Relativamente à questão do terrorismo, dizer o seguinte: a primeira grande matéria continua a ser, no mundo ocidental e na Europa, o terrorismo de matriz islamista, mas também o terrorismo de extrema-direita radical.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.