DHC-1 Chipmunk chegou à Força Aérea Portuguesa há 75 anos. Portugal produziu o último exemplar
O DHC-1 Chipmunk realizou o primeiro voo a 22 de maio 1946.
De acordo com o Ministério da Defesa, contribuiu para uma “aviação militar mais moderna e tecnologicamente avançada no período do pós-guerra”.
A aeronave marcou ainda a passagem do biplano (aviões com dois pares de asas) para o monoplano (apenas um par de asas).
Portugal comprou os primeiros 10 exemplares em 1951 e, no ano seguinte, começou a produzi-los nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, em Alverca.
O último Chipmunk em todo o mundo, que está exposto no polo de Alverca do Museu do Ar, foi foi produzido em Portugal.
Dados divulgados pelo Ministério da Defesa indicam que, no total, foram construídas 66 aeronaves em Portugal, o que o Executivo considera um “importante contributo para o desenvolvimento da capacidade industrial e técnica da aeronáutica nacional”.
Os aviões começaram a ser retirados de serviço em 1989, mas houve seis que foram preservados e que estão ainda ao serviço da Força Aérea Portuguesa.
Após uma troca de motores, os Chipmunk continuam ainda a ser usados em fases de seleção de candidatos, na instrução de pilotos e no reboque de planadores.
“Este modelo representa a consolidação de uma nova fase da aviação militar portuguesa, caracterizada pela adoção de aeronaves mais seguras, eficientes e adequadas às exigências técnicas da aviação contemporânea e à própria Força Aérea”, lê-se no site do Ministério da Defesa Nacional.
A Força Aérea vai comemorar os 75 anos da chegada do Chipmunk a Portugal com uma cerimónia, esta sexta-feira, no complexo militar de Sintra.
Para a Força Aérea Portuguesa, esta é uma forma de assinalar a operação “deste avião icónico” e de celebrar “as pessoas que lhe deram vida e permitiram que continuasse a cumprir a sua missão ao longo de gerações”.
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