China rejeita acusações dos EUA de detenção arbitrária de norte-americano
"R eitero que a China é um Estado de direito e que a detenção arbitrária não existe no país", declarou o porta-voz diplomacia chinesa Lin Jian, sobre Min Zin, detido em junho por suspeita de espionagem.
O Departamento de Estado norte-americano classificou na quinta-feira a detenção de Min como injusta, por ser arbitrária.
A classificação atribuída pelo departamento liderado por Marco Rubio eleva a prioridade dos esforços de Washington para conseguir que Min seja libertado, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.
"Segundo sabemos, o cidadão norte-americano em questão [Min Zin] é suspeito de atividades que põem em risco a segurança nacional da China e, por conseguinte, de violar a legislação chinesa", disse o porta-voz.
"As autoridades judiciais chinesas estão a tratar este caso em conformidade com a lei", acrescentou Lin durante uma conferência de imprensa regular em Pequim, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Min Zin é diretor executivo do ISP-Myanmar, um centro de reflexão independente com um programa dedicado à China que tem investigado, entre outras questões, a influência política e económica de Pequim na antiga Birmânia.
Foi detido em 03 de junho na província de Yunnan (sudoeste), onde deveria participar numa conferência, a convite do Governo chinês, segundo os Estados Unidos.
O Departamento de Estado explicou que a decisão de alterar a classificação da detenção de Min ocorreu após uma "exaustiva revisão" das circunstâncias que envolveram a detenção.
Afirmou que outro norte-americano, o sismólogo Youlin Chen, também se encontra detido injustamente na China há quase dois anos.
Os Estados Unidos consideram que um norte-americano está "detido injustamente" quando é encarcerado no estrangeiro de forma arbitrária ou sem as devidas garantias, ainda que o país que o retém tenha apresentado acusações formais.
Esta classificação permite que o caso passe de uma assistência consular normal para uma gestão diplomática de alto nível para procurar a libertação e pode incluir negociações, pressão política ou sanções.
A designação atribuída à detenção de Min Zin ocorre semanas antes da visita a Washington do Presidente chinês, Xi Jinping, prevista para 24 de setembro.
Min Zin é diretor executivo do ISP-Myanmar, um centro de reflexão independente com um programa dedicado à China que tem investigado, entre outras questões, a influência política e económica de Pequim na antiga Birmânia.
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