“Já não há uma só fonte da verdade”. Redes sociais entram no top cinco da credibilidade entre os mais jovens
A fragmentação do consumo de media em Portugal está a criar uma realidade em que já não existe uma única fonte de informação transversal às diferentes gerações.
As redes sociais, utilizadas semanalmente por 94% dos portugueses, entram no top cinco dos meios mais credíveis entre os jovens dos 15 aos 24 anos , enquanto os meios tradicionais continuam a liderar a credibilidade entre as faixas etárias mais velhas.
Este é um dos principais resultados do mais recente estudo Meaningful Media 2026 , que fez “um zoom in à evolução do padrão de consumo e avaliação dos meios por parte dos portugueses”.
Em entrevista ao DN, Sofia Vieira, diretora de Investigação, Insights e Estratégia, explica que o objetivo é “entender a fragmentação do ecossistema mediático”.
Entre os mais jovens, as redes continuam a destacar-se não só pelo nível de utilização (99%), mas também pela credibilidade, algo antes mais associado aos chamados media tradicionais .
“Nós temos vindo a assistir é o crescimento da credibilidade associada às redes sociais e isso não deixa de nos surpreender.
Ou seja, sobretudo junto aos jovens, as redes sociais entram no top cinco de credibilidade”, explica.
E por que isso acontece? Segundo a investigadora, porque o próprio conceito de credibilidade e qualidade está a mudar, com a espontaneidade e a divulgação de informação em vídeos, sobretudo curtos, a ganharem importância .
Outra tendência é a confiança nas pessoas, e não necessariamente nas marcas.
“Eles confiam nas pessoas e é cada vez mais evidente que a forma como veem as coisas é muito diferente das demais gerações”, analisa.
Num exemplo prático, detalha que, há alguns anos, era hábito as famílias reunirem-se para assistir ao telejornal, algo que hoje já não é tão comum, apesar de o estudo indicar que a credibilidade dos canais de televisão continua no topo do ranking.
Os canais de TV aberta lideram, com 71%, seguidos pelos jornais, com 58%, e pela rádio, com 57%.
“Aquilo era a única fonte da verdade e em muitos anos assim foi, não é? Nós acreditávamos naquilo e já não é assim.
Nós recorremos a múltiplas fontes de informação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.