DECO PROteste alerta que o preço da botija de gás pode chegar aos 40 euros até ao final do ano
O preço do gás engarrafado em Portugal continua a subir e poderá atingir a barreira dos 40 euros por garrafa de gás butano de 13 quilos até ao final do ano de 2026.
O alerta é da DECO PROteste, que já tinha antecipado, no início do conflito no Médio Oriente, que os preços poderiam chegar aos 38 euros, um patamar que quase foi atingido.
Segundo dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), o preço médio desta botija situava-se nos 37,31 euros em maio, após ter começado o ano nos 34,11 euros, sendo que em outubro os valores médios já ultrapassaram os 37,50 euros por garrafa.
Esta evolução representa uma preocupação acrescida para os cerca de 2,1 milhões de lares que ainda dependem do gás engarrafado para necessidades essenciais, como cozinhar ou aquecer água.
A instabilidade geopolítica no Médio Oriente tem pressionado os mercados energéticos, refletindo-se nos combustíveis e no gás, cujos preços estão também associados aos custos de produção, transporte, distribuição e oscilações das cotações internacionais dos produtos petrolíferos.
Devido a uma longa cadeia de valor que origina um desfasamento de cerca de dois meses entre as oscilações na matéria-prima e a compra pelo consumidor, estima-se que a atual subida no mercado grossista resulte em aumentos expressivos até ao fecho do ano.
Perante este cenário, a DECO PROteste continua a defender a aplicação da taxa reduzida de IVA de 6% ao gás engarrafado e canalizado, à semelhança do que acontece com outros bens e serviços essenciais.
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