As histórias que Nova Iorque ainda conta 25 anos depois
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Esta é a história do dia de fim de semana da Rádio Observador. As histórias que Nova York ainda conta, 25 anos depois.
Pick up, sweetie. Okay, well, I just wanted to tell you I love you. We're having a little problem on the plane. I'm totally fine. I just love you more than anything, just know that.
Quem já visitou o Museu do 11 de Setembro em Nova York sabe que uma das experiências mais impressionantes é pegar num dos telefones que ali estão à disposição dos visitantes e ouvir.
Honestly, I just want you to know I love you, and I'm such a mess building in New York.
Do outro lado, estão algumas das chamadas feitas por pessoas que perceberam que provavelmente iriam morrer. Mensagens para maridos e mulheres, para pais e para filhos, para dizer o quanto gostavam deles.
Jules, this is Ryan. We're on an airplane that's been hijacked. If things don't go well, and it's not looking good, I just want you to know I absolutely love you. I want you to do good, go have a good time.
E esta memória é difícil de ouvir, mas ajuda a preservar a humanidade, a dar rosto e a dar voz a números, que por serem números, são abstratos, embora impressionantes: 2977 mortos. Esta sexta-feira, Nova York voltou a parar para recordar o dia em que a América foi atacada. E foi lá que esteve o Ricardo Conceição, subdiretor do Observador, a conduzir uma emissão especial com a Judite França. Eu vou conversar com o Ricardo sobre aquilo que viram e ouviram, sobre a forma como Nova York ainda vive com a memória do 11 de setembro e sobre as histórias que continuam a ser contadas 25 anos depois. Eu sou o Pedro Benevides e esta é a história do dia de fim de semana de 12 e 13 de setembro. Olá, Ricardo, bem-vindo.
Isto é uma estreia e não é uma estreia, no sentido em que é uma estreia a nossa conversa. Não é uma estreia pra ti, porque tu conduzias este podcast antes de eu chegar e, portanto, já fazias muito bem e já deixaste aqui um legado. E, por outro lado, é a tua primeira vez a falar numa história do dia de fim de semana, que é uma inovação que temos.
Tens a honra de ser o segundo convidado. Ricardo, vamos começar precisamente pelo local onde estás. Onde é que tu estás agora, neste momento? É sexta-feira à noite, acabaste de conduzir uma emissão bastante longa na Rádio Observador. Onde é que estás agora?
Pedro, estou a olhar para o memorial do 11 de setembro, que é feito naquela pedra escura, pedra negra, e onde estão inscritos os nomes das mais de 2700 vítimas, pessoas que morreram aqui neste local, onde estamos agora em Nova York, no World Trade Center, quando os aviões derrubaram as duas torres gêmeas. E este memorial tem sido palco aqui em Nova York das homenagens mais formais, mais sentidas, e é, sobretudo, um local de silêncio, em que ouvimos a água cair para um buraco, é um gigantesco buraco quadrado, e está hoje repleto de flores, coroas de flores, bandeiras. Foi aqui que as vítimas foram hoje homenageadas nesta sexta-feira, sobretudo com um ponto curioso, Pedro. É que foram homenageadas, sobretudo, com silêncio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.