A IA quer memória. O consumidor fica com a conta: smartphones podem subir 28%
Há uma nova razão para pensar duas vezes antes de trocar de telemóvel: a inteligência artificial.
Não, o problema não é o ChatGPT gastar dinheiro.
São os centros de dados que estão a consumir quantidades gigantescas de memória e a disputar com smartphones, computadores e consolas os mesmos componentes.
E a conta começa agora a chegar às lojas e por arrasto ao seu bolso.
O primeiro sinal já apareceu nos preços.
Depois do lançamento do primeiro iPhone dobrável, a Apple aumentou em cerca de 100 libras (115 euros) os preços de vários iPhone no Reino Unido, incluindo modelos mais antigos.
Samsung e Google também aumentaram os preços dos seus equipamentos de topo, em alguns casos até 80 libras (92 euros), segundo dados citados pelo The Guardian .
Mas o iPhone é apenas a ponta do icebergue.
A verdadeira história está na memória.
A IDC prevê que as vendas mundiais de smartphones caiam 16,7% em 2026, para pouco mais de mil milhões de unidades, naquela que será a maior contracção anual de sempre.
Só que, ao mesmo tempo, o preço médio de um smartphone deverá subir 27,6%, para 581 dólares, cerca de 495 euros.
É uma combinação pouco habitual: menos telemóveis vendidos, mas mais dinheiro pago por cada um.
A explicação está nos componentes.
Os preços da DRAM e da NAND — dois tipos de memória fundamentais nos equipamentos electrónicos — estão mais de 300% acima dos níveis de há um ano, segundo a IDC.
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