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Abrantes chega a fim do PRR com obras feitas ou quase feitas

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Abrantes chega a fim do PRR com obras feitas ou quase feitas

Abrantes chegou ao prazo limite do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com as obras municipais concluídas ou em “conclusão substancial”, num conjunto de investimentos que a câmara municipal estima em cerca de 17 milhões de euros , disse esta quinta-feira o presidente da autarquia.

“Neste momento, poderemos dizer que, na relação com o Plano de Recuperação e Resiliência, estamos a cumprir tudo aquilo com o que nos tínhamos comprometido”, afirmou Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, à agência Lusa.

Segundo o presidente, no distrito de Santarém, o município tinha previsto um investimento de cerca de 17 milhões de euros, com uma participação do PRR na ordem dos 15 milhões , abrangendo diversos equipamentos ao nível de educação, saúde e habitação.

Entre os principais investimentos estão a nova creche municipal, já concluída, a Unidade de Saúde Familiar (USF) Norte – Plátanos e a residência de estudantes, ambas em “conclusão substancial”.

Na habitação a custos acessíveis, existem igualmente fogos já concluídos e outros em “conclusão substancial”.

As obras estão em fase de conclusão e os trabalhos estão com percentagens muito elevadas para que nas próximas semanas possamos concluir”, afirmou Manuel Jorge Valamatos.

A “conclusão substancial” permite considerar cumprida a meta quando a obra apresenta pelo menos 90% de execução, pois estão concluídas as fases essenciais e existe já o ativo físico previsto.

A USF Norte representa um financiamento PRR de cerca de 2,2 milhões de euros e a residência de estudantes, com capacidade para 54 camas, cerca de 2 milhões, enquanto à nova creche municipal foi atribuído um apoio próximo dos 500 mil euros.

A creche, instalada no edifício da antiga Escola Básica n.º 2 de Abrantes, tem capacidade para cerca de uma centena de crianças.

Valamatos disse que o município não tem qualquer obra numa situação de atraso que suscite problemas de financiamento , existindo apenas uma intervenção na habitação a custos acessíveis que poderá transitar para financiamento através do Banco Europeu de Investimento (BEI).

O autarca, que preside também à Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, reconheceu, contudo, a existência de algumas situações específicas nos 11 municípios da região em que as obras não atingiram a condição de “conclusão substancial” e apresentam atrasos significativos.

Obviamente que o Governo terá de, juntamente com os municípios e com a comunidade intermunicipal, encontrar as soluções para esses financiamentos.

Porém, fazendo todo o balanço, Valamatos considerou que os investimentos PRR no Médio Tejo estão concluídos ou em fase terminal de execução: “De uma forma geral, os municípios no Médio Tejo estão a cumprir aquilo que estava previsto em termos de financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência”, declarou.

Entre as razões para os atrasos registados em algumas intervenções, o presidente da CIM apontou a burocracia dos procedimentos, concursos que ficaram desertos, dificuldades das empresas em cumprir os prazos, escassez de materiais e recursos humanos e os efeitos das tempestades e cheias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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