A app de diário portuguesa que analisa os padrões de quem escreve
Nelson Silva passou três anos a construir sozinho uma app de diário que transforma o que escrevemos em padrões sobre nós próprios.
Escrever um diário é um dos hábitos mais antigos que existem.
Há registos de diários pessoais desde a antiguidade, e a literatura está cheia de exemplos de pessoas que encontraram nas páginas escritas uma forma de se perceber melhor.
O problema, no entanto, é sempre o mesmo: escrevemos, acumulamos, e nunca mais relemos.
As palavras ficam guardadas e os padrões que as atravessam ficam esquecidos.
Foi precisamente esse problema que levou Nelson Silva, programador no Porto, a criar a Auramenta , uma app de diário pessoal, por enquanto apenas em iOS, lançada em agosto deste ano.
Mas a origem da ideia é mais pessoal do que técnica.
“Isto começou em 2023, quando a vida estava assim um bocado barulhenta”, conta.
“Eu tenho esclerose múltipla, portanto o meu sistema imunitário vai muito abaixo por causa da medicação.
Acabei por apanhar muita coisa ao mesmo tempo a nível de saúde e estava tudo demasiado barulhento.
Por isso, precisei de escrever.” O que começou como uma forma de lidar com o ruído acabou por se transformar num projeto de três anos, construído a solo, em noites e fins de semana, até julho deste ano, quando Nelson passou a dedicar-se à Auramenta a tempo inteiro.
Sem IA, mas com regras A pergunta que qualquer pessoa fará ao ouvir falar de uma app que “lê” o que escrevemos e identifica padrões é inevitável: isto usa inteligência artificial? A resposta de Nelson é direta.
“Não há inteligência artificial na Auramenta.
O que existe é PNL — e não confundir aqui com programação neurolinguística.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.