Primeiro a "retaliação de grande escala" depois o sangrento conflito sem fim: eis as opções para resolver o conflito com os houthis
O rápido avanço dos houthis, apoiados pelo Irão, no Iémen e os ataques à Arábia Saudita deixaram o reino árabe do Golfo com poucas opções de resposta, todas elas com custos elevados.
A mensagem principal que emana do reino é que Riade não quer uma guerra total, afirmam os especialistas, mas o comportamento cada vez mais ousado dos houthis pode, mesmo assim, arrastar o Estado do Golfo para um conflito de maior alcance.
“Todos os indícios apontam agora para uma retaliação saudita em grande escala, e essa probabilidade aumenta de dia para dia”, diz à CNN Mohammed Al-Basha, especialista no Iémen e consultor de risco sediado em Washington, DC.
Esta semana, o grupo rebelde iemenita conquistou a estratégica Ilha de Perim, na foz do Mar Vermelho, juntamente com a cidade portuária de Mocha, numa tentativa de assumir o controlo do estreito de Bab al-Mandeb, uma rota energética fundamental.
Pouco tempo depois, o principal oleoduto da Arábia Saudita foi encerrado, após ter sido alvo de um ataque com drones lançados a partir do Iraque. Nenhuma parte reivindicou a autoria do ataque, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, apontou o dedo a Teerão, referindo-se a grupos ligados ao Irão que se sabe operarem no Iraque.
A Arábia Saudita tem vindo a recorrer cada vez mais ao oleoduto Este-Oeste desde que a guerra com o Irão bloqueou efetivamente o Estreito de Ormuz, redirecionando cerca de cinco milhões de barris de petróleo por dia que se destinavam aos petroleiros que aguardavam no Golfo Pérsico.
Isto parece reforçar as preocupações expressas pelo Reino saudita no início do mês passado, tendo um alto responsável afirmado à CNN que a Arábia Saudita se está a preparar para “vários ataques coordenados” por parte de milícias iraquianas que colaboram com os houthis, apoiados pelo Irão.
No papel, parece um confronto desigual: por um lado, a rica Arábia Saudita, com as suas forças armadas modernas e bem equipadas; por outro, um grupo rebelde no Iémen empobrecido. Mas os houthis têm-se revelado extremamente difíceis de expulsar.
Frequentemente vistos pelo Ocidente e por alguns Estados do Golfo como um grupo ligado ao Irão, liderado por uma milícia “desorganizada”, os houthis têm vindo, ao longo dos anos, a aperfeiçoar as suas táticas militares e de combate. O grupo ganhou popularidade em algumas regiões do Médio Oriente depois de ter atacado Israel na sequência da guerra de Gaza, que resultou do ataque de 7 de outubro contra Israel, liderado pelo Hamas.
As exigências dos houthis continuam a ser as mesmas: querem que cessem as tentativas da Arábia Saudita de isolar as vastas áreas do norte do Iémen controladas pelo grupo, através de um bloqueio económico e de circulação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.