Acampada de Lisboa? Associação exige proteção para estátua de D. Pedro IV
A associação Fórum Cidadania Lx pediu hoje à Câmara de Lisboa que coloque uma estrutura provisória em volta da estátua de D. Pedro IV, no Rossio, para proteção contra vandalismo, na sequência dos protestos pelo direito à habitação.
Numa carta endereçada ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas (PSD), a associação Fórum Cidadania Lx manifestou "estupefação" pela ausência de medidas por parte do município para proteger o monumento a D. Pedro IV, na Praça do Rossio, considerando que tem sido "exposto nos últimos dias a atos de vandalismo e comportamentos que colocam em risco a sua integridade".
"Todos assistimos em direto a escaladas às estátuas, à inscrição de 'grafitti' e à utilização da base do monumento como suporte para a instalação de estruturas e colocação de objetos, sem que a CML, até ao momento, tenha adotado quaisquer medidas preventivas para a proteção deste património histórico da cidade", expôs a associação, referindo-se às manifestações pelo direito à habitação, inclusive com acampadas no Rossio.
Por isso, o Fórum Cidadania Lx defendeu que é "urgente" a instalação de uma estrutura provisória em torno do monumento, "que impeça o acesso e previna mais, e mais graves, atos lesivos à sua integridade", referindo que essa proteção devia estar sempre disponível para eventos desta natureza, seja no Rossio ou noutro local de Lisboa.
"É incompreensível que a Câmara Municipal de Lisboa, que anualmente assegura a proteção do monumento ao Marquês de Pombal e da estátua equestre de D. José I, na Praça do Comércio, por ocasião de eventos suscetíveis de colocar em risco o património, não adote medidas idênticas no Rossio", afirmou a associação.
Na terça-feira, o presidente da CML afirmou que a causa da habitação "é muito justa", mas avisou que os protestos têm de respeitar a lei e o espaço público, sem atos de vandalismo.
"Quando eu vejo o vandalismo que foi feito, por exemplo, na estátua de D. Pedro IV no Rossio, é um vandalismo de um património cultural que tem 150 anos e, portanto, isso não é manifestar, isso é vandalismo e isso não pode acontecer na cidade", afirmou Carlos Moedas (PSD), em declarações aos jornalistas à entrada para a reunião da Assembleia Municipal de Lisboa para o debate sobre o estado da cidade, que se realiza anualmente.
De acordo com a CML, na sequência dos protestos que se têm realizado diariamente no Rossio, desde sábado, ocorreu uma ampla operação de limpeza na Praça D.
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