Marinha Real conclui operação de vigilância “intensa” a navios da frota fantasma russa em águas britânicas
A Marinha Real britânica informou este sábado que concluiu esta semana uma “intensa” operação de vigilância de 72 horas sobre navios de guerra e petroleiros russos em águas do Reino Unido.
A Marinha britânica explicou este sábado num comunicado que o contratorpedeiro HMS Duncan, a fragata HMS St Albans e a nave de patrulha HMS Severn monitorizaram as atividades do contratorpedeiro russo “Admiral Levchenko” enquanto este escoltava a passagem dos cargueiros “General Skobelev” e “Sparta” pelo “Mar do Norte e pelo Canal da Mancha”.
Um helicóptero Merlin também participou na operação de vigilância para prestar apoio aéreo, no âmbito dos esforços de Londres e dos seus aliados para controlar a chamada “frota fantasma” russa, criada em 2022 para contornar as sanções impostas à Rússia por ter lançado a invasão e a guerra contra a Ucrânia.
Durante esta operação de três dias, outro navio britânico, o HMS Mersey, manteve sob vigilância “nas proximidades da zona” o navio de reabastecimento russo Akademik Pashin, indicou a Marinha Real no comunicado.
As autoridades britânicas transferiram posteriormente as operações de vigilância “para um aliado da OTAN ao largo da costa francesa, perto de Ushant”.
“Consequentemente, a Rússia viu-se obrigada a mobilizar recursos militares dispendiosos, incluindo a fragata Neustrashimy, para proteger a sua carga ilegal”, salientou.
O chefe do Estado-Maior da Marinha, o general Gwyn Jenkins, disse no comunicado que “não há lugar para complacência” e insistiu que os navios da “frota fantasma” russa continuam a representar “um risco inaceitável” para a segurança marítima e para o ambiente. “Juntamente com os nossos aliados - declarou ele -, esta estratégia está a obrigar Moscovo a desviar os seus navios de guerra da sua missão principal. Isto deve-se ao facto de a Rússia saber que estamos preparados para agir novamente, caso seja necessário.”
A Marinha Real informou este sábado que as suas operações contra a atividade russa em águas britânicas aumentaram 25% durante os primeiros oito meses do ano, em comparação com 2025, com sucessos como a apreensão, em junho passado, do petroleiro “Smyrtos”, alvo de sanções, no Canal da Mancha. Segundo Jenkins, essa operação foi uma demonstração clara de que o Reino Unido e a Marinha Real agirão contra quem tentar contornar as sanções “para financiar a guerra atroz da Rússia contra a Ucrânia”.
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