Censura à moção de censura
Todos os partidos da oposição desejam a queda do Governo.
Seja porque o Governo é demasiado à esquerda, seja porque o Executivo é demasiado à direita, seja porque o Governo é um objeto politicamente indecifrável.
O país tem um Governo que tanto está mais à esquerda ou mais à direita para incómodo de todos e alegria de quem governa.
Diz-se que é o destino dos Governos minoritários, mas de acordo com a história democrática nem sempre foi assim.
O Executivo tem uma estratégia oblíqua de falar com todos sabendo que nem todos têm a mesma influência no futuro da governação.
De caminho, o Governo esconde-se na tática do silêncio para ver se os problemas se dissolvem no éter dos ciclos noticiários.
O Primeiro-Ministro fala de uma “censura” que ignora os efeitos positivos da governação.
É com alguma ironia que o Governo enfrenta agora uma censura formal aos efeitos positivos da governação.
Considera-se pois que a nomeação do atual Ministro da Administração Interna foi uma decisão político positiva para o país.
A maioria dos comentadores confirmou a decisão como perfeita.
Tão relevante foi a nomeação do Ministro da Administração Interna que este age na vida pública como o ex-libris do Governo.
O Primeiro-Ministro optou por um Polícia para a Administração Interna.
Mas um Polícia de fato e gravata não é a mesma coisa que um Ministro de fato e gravata.
E como sintoma de uma governação em tom e em estilo de Polícia, o Governo é objeto de uma Moção de Censura pelas ações de um Ministro antes de ser Ministro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.