Flávio Bolsonaro e Lula continuam em empate técnico: 45% contra 44%
A poucos dias da segunda volta das presidenciais de domingo, no Brasil, os dois candidatos continuam em empate técnico. Uma nova sondagem, divulgada esta quarta-feira, dá 45% das intenções de voto a Flávio Bolsonaro contra 44% para Lula da Silva.
A sondagem da Quaest, encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, mostra ainda que 2% dos eleitores estão ainda indecisos, enquanto 9% não tenciona ir votar ou irá votar em branco.
Para o diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas, Felipe Nunes, a sondagem mostra um cenário de disputa "muito acirrada".
"O quadro quase não se alterou entre as duas rodadas. A distância de 2 pontos passou para 1 ponto, mas essa oscilação na margem de erro não nos permite tirar nenhuma conclusão sobre ‘virada’, ‘mudança’ ou ‘vantagem'", escreveu na rede social X.
Em relação à anterior sondagem da Quaest, divulgada há uma semana, no dia 14, Flávio Bolsonaro perdeu um ponto (tinha 46%) e Lula manteve os 44%. A situação já era de empate técnico e assim se mantém.
Também a percentagem de votos nulos, brancos ou de abstenção, manteve-se nos 9%. Já o número de indecisos subiu (era de 1% na semana passada).
Na primeira volta, realizada em 04 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.
Oconsulado-geral do Brasil em Lisboa alertou esta semana para a possibilidade de os títulos eleitorais físicos poderem estar desatualizadas e pediu aos cidadãos brasileiros que confirmem os seus dados no 'site' do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"O consulado[-geral do Brasil em Lisboa] recomenda que os eleitores consultem o 'site' oficial do Tribunal Superior Eleitoral (www.tse.jus.br) para verificar os dados da sua inscrição eleitoral, especialmente a secção em que estão registados. As informações impressas nos títulos físicos podem estar desatualizadas e não corresponder aos dados atuais do cadastro eleitoral", alertou a representação diplomática brasileira numa nota de imprensa enviada à Lusa.
Na mesma nota explicou que os títulos emitidos até 2006 que não tiveram movimentação foram excluídos do cadastro eleitoral. Por isso, mesmo que o eleitor ainda tenha o documento físico, ele pode não corresponder a uma inscrição eleitoral ativa, acrescentou.
"Já os títulos emitidos entre 2006 e 2017/2018 podem apresentar informações incorretas ou desatualizadas.
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