domingo, 11 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› 5h Manifestações. Milhares na rua contra aumento do custo de vida› Portugueses voltam a sonhar com férias lá fora e já escolhem os próximos destinos› Fátima como nunca a viu: fotografias inéditas revelam quase 120 anos de história› Este explorador desceu às profundezas da Madeira para descobrir o que muda quando protegemos o mar› De Macklemore a Pink, a causa palestiniana divide o mundo artístico› Lisboa sai à rua por Gaza: "O cessar-fogo continua a matar inocentes"› França prepara-se para nova vaga de protestos: estudantes prometem bloquear escolas na segunda-feira› Quem trabalha no campo também luta contra riscos invisíveis› Trump abre porta ao gasóleo russo e sugere que a Ucrânia precisa de "um novo presidente"› Centeno desafia Montenegro: "O que fez para se distinguir de Sócrates?"› 5h Manifestações. Milhares na rua contra aumento do custo de vida› Portugueses voltam a sonhar com férias lá fora e já escolhem os próximos destinos› Fátima como nunca a viu: fotografias inéditas revelam quase 120 anos de história› Este explorador desceu às profundezas da Madeira para descobrir o que muda quando protegemos o mar› De Macklemore a Pink, a causa palestiniana divide o mundo artístico› Lisboa sai à rua por Gaza: "O cessar-fogo continua a matar inocentes"› França prepara-se para nova vaga de protestos: estudantes prometem bloquear escolas na segunda-feira› Quem trabalha no campo também luta contra riscos invisíveis› Trump abre porta ao gasóleo russo e sugere que a Ucrânia precisa de "um novo presidente"› Centeno desafia Montenegro: "O que fez para se distinguir de Sócrates?"
Últimas

"Puros que não são pervertidos pelo dinheiro... é bullshit"

Observador ·
"Puros que não são pervertidos pelo dinheiro... é bullshit"

Passaram treze anos desde que o filme A Gaiola Dourada (2013) levou mais de 750 mil pessoas às salas de cinema em Portugal. Brincando com estereótipos, Ruben Alves, um então jovem realizador nascido em Paris e filho de emigrantes portugueses, prestou homenagem à comunidade radicada em França desde os anos 1960 e o êxito foi tal que o seu nome tornou-se capa de revista e figura incontornável da cultura pop nacional.

Nos anos que se seguiram, o cineasta foi sucessivamente cobiçado para assinar uma sequela do seu maior sucesso. Mas recusou sempre, revela agora. Continuou a filmar, sobretudo em França, onde ainda vive, e foi preciso esperar mais de uma década para o ver voltar a assinar um projeto de ficção em português.

Ei-lo: Santo António, o Casamenteiro de Lisboa , que se estreou esta quinta-feira, é filme de comédia que se propõe a colocar o dedo na ferida da gentrificação e da perda de identidade da capital portuguesa. A ação situa-se numa Lisboa contemporânea, uma cidade cada vez mais moldada pelo investimento internacional e pelo turismo de massas, onde a tentação de ceder a matriz cultural em troca da modernização gera um conflito entre a preservação do património e as exigências do mercado.

A premissa parte de uma crise numa tradição festiva da cidade: os Casamentos de Santo António. Estão em risco por falta de patrocínios e de interesse geral. Perante o impasse, a Câmara Municipal de Lisboa pondera entregar a organização do evento a uma grande multinacional francesa. Encostados à parede, Carmo (Rita Blanco) e Valentim (Joaquim Monchique) — dois dedicados funcionários municipais que lideram a cerimónia há mais de 25 anos — veem-se perante um dilema existencial: ou reinventam os casamentos de forma moderna, com um orçamento substancialmente reduzido, ou enfrentam o despedimento inevitável.

Coescrito por Alves e pelo espanhol Fer Pérez, o filme é a primeira longa-metragem de ficção produzida pela Blablabla Media em coprodução com a espanhola Comba Films e conta com o apoio financeiro do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), Europa Criativa, Turismo de Lisboa e da autarquia da capital. É, também, o primeiro filme português a garantir distribuição no streaming através da plataforma Disney+, logo após o seu percurso de exibição nos cinemas.

Como se desenha um retrato ácido de uma capital convertida num cenário flutuante, uma Lisboa Disneylândia onde a autenticidade dos bairros tradicionais corre o risco de ser substituída por uma cenografia feita à medida do consumo externo? Em entrevista ao Observador, o realizador reflete sobre essas contradições de uma cidade em mutação e mostra-se devoto do cinema popular para fazer pensar sem perder o humor.

Em criança dizia sentir-se entre dois mundos, imigrante em França, emigrante em Portugal. Como é que se define hoje? Sinto-me cidadão do mundo, cada vez mais. Mas estamos numa era da globalização, parece que toda a gente quer parecer igual, é uma coisa que me assusta bastante. O acesso às viagens, o acesso ao mundo hoje em dia torna isso muito mais fácil. Mas um tema que gosto de desenvolver sempre nos meus filmes e projetos é a identidade, neste caso a portugalidade.

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›