Parlamento já recebeu pedido para Ventura testemunhar sobre caso do gabinete vandalizado
A Assembleia da República já recebeu pedido para André Ventura testemunhar sobre o caso do alegado assalto ao gabinete do Chega.
O inquérito do Ministério Público (MP) ao caso de denúncia de invasão e furto no gabinete do líder do Chega, André Ventura, no parlamento, tem caráter urgente.
Em 30 de julho, o MP confirmou à Lusa a instauração de um inquérito sobre o caso, que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa, indicando que é coadjuvado na investigação pela Polícia Judiciária (PJ).
Na manhã do dia 28 de julho, o presidente do Chega divulgou um vídeo nas redes sociais alegando que o seu gabinete na Assembleia da República (AR) teria sido invadido e remexido.
Assim está o meu Gabinete esta manhã na Assembleia da República.
Alguem estava à procura de alguma coisa e não se coibiu de agir dentro do próprio Parlamento.
Não sei ainda se foi roubado algum documento ou não, mas atingimos o grau zero da nossa democracia. pic.twitter.com/Ar5YS52b3a — André Ventura (@AndreCVentura) July 28, 2026 Segundo Ventura, o gabinete não estaria fechado à chave.
Mais tarde, André Ventura indicou que desapareceram do seu gabinete documentos relacionados com o primeiro-ministro e com a comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves enquanto diretor da PJ que o partido propôs criar.
A PJ efetuou, entretanto, diligências no local, através da Unidade Nacional Contraterrorismo.
No dia 29 de julho, Ventura revelou que a PJ lhe pediu imagens do seu gabinete no parlamento antes da alegada invasão e disse que o partido vai reforçar as medidas de segurança, defendendo que também a Assembleia da República (AR) deve fazê-lo.
Em declarações aos jornalistas na sede do partido, o líder do Chega confirmou que a PJ lhe pediu “imagens anteriores ao sucedido do gabinete” e quis saber se as ‘pen’ “que tinham desaparecido tinham sido colocadas alguma vez no computador”.
Ventura pediu que os documentos sejam recuperados “porque é material importante e também material político”.
O presidente do Chega disse também que não tem cópias das informações que terão desaparecido e indicou que vai ter de “pedir a quem as passou e a quem as transmitiu, que se puder as faça chegar”.
André Ventura afirmou que outros deputados transmitiram que “já várias coisas foram roubadas, e algumas delas sensíveis”, como o ex-deputado do PSD Duarte Pacheco, e considerou que isso “deve levar a PJ a diligenciar no sentido de garantir que isto não volta a acontecer”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.