Educação Básica não preenche vagas e Engenharias dominam
Quase 50 mil alunos ficaram colocados na 1.ª fase de acesso ao Ensino Superior. Num ano em que o número de candidatos aumentou 13,9% (em parte devido à simplificação dos requisitos mínimos de entrada), a média mais alta foi registada no curso de Engenharia Aeroespacial, no Porto, com o último colocado a registar 19,5 valores. Medicina assume a 3.ª posição de cursos com média mais elevada e Educação Básica, pela primeira vez em dois anos, não preencheu todas as vagas. Na Madeira, entrou um só estudante em Engenharia Física e Computacional (e fê-lo com uma média de 18,28 valores).
Os dados foram revelados pelo Ministério da Educação um dia antes do previsto por ter sido divulgado o documento Excel nas redes sociais. De acordo com os dados enviados às redações, este ano houve um aumento do número de colocados no Ensino Superior Politécnico (24,5%) e Universitário (8,1%). Os estudantes colocados têm agora de se matricular nas respetivas instituições de ensino entre 24 e 27 de agosto.
Perante a contínua falta de professores — e depois de dois anos em que as vagas para Educação Básica ficaram totalmente preenchidas logo na 1.ª fase — no concurso deste ano o cenário mudou ligeiramente. Houve quatro cursos de Educação Básica (um dos quais em regime pós-laboral) que não preencheram os lugares à primeira. As vagas sobram agora no Instituto Politécnico de Portalegre (37 vagas), Politécnico de Beja (6), Politécnico da Guarda (2) e Politécnico de Setúbal (1).
Este ano, as vagas iniciais em Educação Básica eram 1.344 (um aumento de 187 face a 2025) e houve 1.294 colocados. O número, mesmo assim, aumentou face ao ano anterior, em que ficaram colocados 1.197 estudantes.
O top 3 de instituições com as médias mais elevadas nesta área fica no Norte e nas ilhas. Em primeiro lugar surge Educação Básica no Politécnico do Porto, onde o último dos 120 colocados entrou com 15,45 valores. Atrás surge a Universidade do Minho, com o último estudante a entrar com uma média de 15,15. E em terceiro a Universidade da Madeira, com uma média de 14,95 valores.
Já na área da Saúde, ao olharmos para Medicina, foram colocados 1.573 estudantes — e não sobrou uma única vaga para a 2.ª fase. Trata-se de uma ligeira subida do número de colocados face a 2025, quando entraram 1.559 estudantes (preenchendo também o total de vagas).
Segundo os dados, este ano o destaque vai para a Universidade do Porto, onde entraram os últimos colocados com as notas mais altas: 18,67 valores na Faculdade de Medicina e 18,57 no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Atrás surge a Universidade do Minho (18,42 valores), a Universidade de Aveiro (18,38 valores) e por último a Universidade de Trás-os-Montes (18,18 valores).
O ano muda, mas o top mantém-se inalterado: os cursos com as médias de entrada mais elevadas são Medicina e formações da área da Engenharia.
O primeiro lugar deste ranking é ocupado por Engenharia Aeroespacial na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. O último colocado entrou neste curso com uma média de 19,5 valores e não sobrou nem uma das 30 vagas inicialmente abertas para esta formação superior.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.