Ébola: MSF alerta para falta de apoio adequado às comunidades na RDCongo
N um comunicado, a organização declarou que "esta epidemia tornou-se na maior e mais mortífera da história do país e continua a propagar-se a um ritmo alarmante nas comunidades que já enfrentam conflitos, violência, deslocações e fome, entre outras emergências de saúde, no seu quotidiano".
Para conter a doença no país africano, a MSF disse que a formação de profissionais de saúde e líderes comunitários sobre a detenção de casos, medidas de prevenção e controlo deve "ser urgentemente reforçada nas comunidades afetadas pela epidemia".
Após 100 dias de se ter declarado a epidemia de Ébola na RDCongo, as autoridades congolesas registaram hoje 5.514 casos confirmados e 2.642 mortes, uma taxa de letalidade de 47,9%.
O presidente internacional da MSF, Javid Abdelmoneim, afirmou que a "epidemia continua a alastrar-se, avançando mais depressa do que a resposta consegue acompanhar", acrescentando que "é necessária uma melhor deteção, isolamento seguro para as pessoas doentes e os seus contactos, e apoio aos profissionais de saúde".
No campo de deslocados de Rho, na província de Ituri - onde se concentram 83,6% dos casos, segundo as autoridades congolesas -, líderes comunitários e a MSF uniram forças para conter o Ébola entre quase 50 mil pessoas, sendo que o trabalho desenvolvido focou-se na prevenção e no incentivo ao diagnóstico precoce.
"Quando o Ébola chegou, não esperámos.
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