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Reino Unido e Alemanha querem que Israel suspenda colonatos a leste de Jerusalém

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Reino Unido e Alemanha querem que Israel suspenda colonatos a leste de Jerusalém

Os Governos do Reino Unido e da Alemanha pediram a Israel que suspenda um concurso público para a construção de colonatos a leste de Jerusalém

"A publicação por parte do Governo israelita do concurso público para o projeto do colonato E1 é um ato inaceitável e destrutivo", declarou na quarta-feira o chefe da diplomacia britânica.

Num comunicado, Ed Miliband denuncia que a construção dos mesmos "atravessaria o coração da Palestina e corre o risco de separar a Cisjordânia de Jerusalém Oriental, o que poria em perigo a viabilidade de uma solução de dois Estados".

O Governo israelita iniciou um concurso público para a construção de sete complexos residenciais com 1.234 habitações na zona E1, na Cisjordânia, parte de um plano de expansão aprovado, em agosto de 2025, que prevê a construção de 3.400 habitações.

Na altura, o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, defendeu que a expansão "praticamente elimina a ilusão dos dois Estados" ao dividir o território destinado a um Estado palestiniano.

Miliband manifestou a oposição de Londres aos colonatos "e o seu apoio a uma solução de dois Estados como a única via para garantir a segurança e a paz a longo prazo, tanto para palestinianos como para israelitas".

O chefe da diplomacia do Reino Unido asseverou que "todos os colonatos prejudicam esta perspetiva e constituem uma flagrante violação do Direito Internacional".

O diplomata indicou ter "deixado claro" ao homólogo israelita, Gideon Saar, que o Governo liderado por Benjamin Netanyahu "deve travar imediatamente os planos para o E1, retirar o concurso público e travar qualquer expansão de colonatos".

Além disso, Miliband disse que convocou o encarregado de negócios israelita no Reino Unido, a quem expressou a "profunda objeção" do Reino Unido ao projeto, assinalando ainda o impacto catastrófico da "violência e do terrorismo dos colonos" para as comunidades palestinianas.

O Governo comandado por Andy Burnham deu deste modo continuidade à posição crítica do anterior gabinete trabalhista, liderado por Keir Starmer, em relação ao plano israelita de colonatos na Cisjordânia.

O projeto gerou críticas e protestos, com uma dezena de países --- entre os quais Espanha, Reino Unido, França e Alemanha --- a pedir em maio que empresas dos seus territórios não participem no concurso público dos colonatos.

Berlim também se manifestou na quarta-feira sobre o concurso, em linhas semelhantes às de Londres.

"Não deve haver mais medidas de anexação na Cisjordânia, sejam formais ou políticas, estruturais ou de outro tipo que, na prática, equivalham cada vez mais a uma anexação", defendeu o porta-voz adjunto do Governo alemão.

"São contrárias à solução de dois Estados", declarou Sebastian Hille, em afirmações recolhidas por meios de comunicação alemães, como os jornais Der Spiegel e Die Welt.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.

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