Morreu Pavlo Sadokha, presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal
O presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, Pavlo Sadokha, morreu no domingo, 13 de setembro, aos 56 anos.
A informação foi avançada por várias páginas de comunidades ucranianas nas redes sociais e confirmada, esta segunda-feira, pela Embaixada da Ucrânia em Portugal.
"É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento de Pavlo Sadokha, presidente de longa data da Associação dos Ucranianos em Portugal, vice-presidente do Ukrainian World Congress para a Europa do Sul e uma pessoa que dedicou mais de duas décadas da sua vida à Ucrânia e à comunidade ucraniana em Portugal" , revelou a embaixada ucraniana numa nota nas redes sociais.
É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento de Pavlo Sadokha, presidente de longa data da Associação dos Ucranianos em Portugal,Vice-Presidente do @UWCongress para a Europa do Sul e uma pessoa que dedicou mais de 2 décadas da sua vida à 🇺🇦 e à comunidade ucraniana em 🇵🇹 pic.twitter.com/xB5WGHn1Tm
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, também lamentou a morte de Sadokha, descrevendo-o como "um dos raros líderes para quem a luta pela Ucrânia não tinha dias de folga ou férias".
"Durante anos, trabalhou pela Ucrânia e, quando o nosso país precisava especialmente de apoio, estava sempre entre aqueles que faziam ainda mais", escreveu nas redes sociais, frisando que "graças à sua integridade e energia incansável, a voz da Ucrânia em Portugal fez-se ouvir de forma constante, clara e intransigente".
Para o ministro ucraniano, a "morte repentina" de Sadokha "constitui uma enorme perda para a comunidade ucraniana em Portugal e para toda a diáspora ucraniana".
"Perdemos um forte defensor da Ucrânia, um conselheiro de confiança e uma pessoa luminosa com um grande coração", lamentou.
Pavlo Sadokha foi uma voz ativa no reconhecimento do Holodomor como genocídio do povo ucraniano, tendo a sua família sobrevivido à fome devastadora que atingiu a Ucrânia Soviética entre 1932 e 1933.
Segundo recorda a Embaixada da Ucrânia em Portugal, em 2006, "a comunidade ucraniana realizou em Lisboa uma das primeiras iniciativas em memória" das vítimas do Holodomor, tendo-se seguido "anos de apelos, encontros e diálogo com políticos portugueses e com a sociedade portuguesa" até ao reconhecimento como genocídio, em 2017.
A embaixada destaca ainda que, "após o início da agressão russa", Pavlo Sadokha "tornou-se uma das vozes ucranianas mais reconhecidas em Portugal".
"Para a Embaixada da Ucrânia em Portugal, Pavlo foi, durante muitos anos, um parceiro, alguém que partilhava os mesmos valores e uma pessoa com quem se podia sempre contar quando se tratava da Ucrânia e dos ucranianos", lê-se ainda.
Pavlo Sadokha, presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, é o entrevistado de hoje do Vozes ao Minuto.
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